EconomiaImpostos e Contas Públicas

BC reduz previsão de crescimento do Brasil para 1,8% em 2026

Banco Central manteve a projeção de inflação em 5,2%, enquanto a estimativa de rombo das contas públicas subiu para quase R$ 81 bilhões.

O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. A revisão foi divulgada na quarta-feira (24) e considera uma atividade mais fraca na indústria e nos serviços, setores que, segundo o BC, são mais sensíveis aos juros altos.

A estimativa de inflação para este ano foi mantida em 5,2%, acima do teto da meta. O BC afirmou que seguirá com uma política de juros de “restrição adequada” para conter a inflação, sem indicar os próximos passos.

Previsão para atividade e inflação

A nova estimativa aponta desaceleração da economia em 2026. A indústria e os serviços foram citados pelo Banco Central como os segmentos mais afetados pelo nível elevado dos juros.

Para pequenos negócios, a divulgação não traz medidas específicas nem mudanças imediatas em regras, crédito ou tributos. O dado reforça, porém, que o BC vê uma atividade menor justamente em setores que incluem boa parte das empresas de serviços.

Rombo das contas públicas aumenta

A previsão da equipe econômica para o resultado das contas públicas em 2026 piorou de R$ 52 bilhões para quase R$ 81 bilhões de déficit. Desse total, o governo poderá excluir R$ 67 bilhões em gastos, como os precatórios, que são dívidas judiciais de pagamento obrigatório.

InfográficoProjeções para 2026

Dados divulgados pelo Banco Central e pela equipe econômica.

1,8%
crescimento previstoestimativa para 2026
  • 2%Crescimento anteriorprevisão anterior para 2026
  • 5,2%Inflação previstaestimativa mantida
  • quase R$ 81 bilhõesDéficit previstoresultado das contas públicas
  • R$ 67 bilhõesExclusões permitidasinclui precatórios
  • R$ 691Bolsa Famíliaantes, R$ 600
Fonte: Banco Central do Brasil e equipe econômicaFolha de Negócios

Com essa exclusão, o déficit calculado fica em R$ 13 bilhões, segundo as informações divulgadas. A equipe econômica avalia que, dessa forma, será possível cumprir o arcabouço fiscal, regra criada para conter o avanço do endividamento do governo.

Bolsa Família entra no Orçamento

A equipe econômica informou que acomodou no Orçamento o reajuste do Bolsa Família após reduzir a previsão de despesas, entre elas os benefícios previdenciários. O valor do programa passará de R$ 600 para R$ 691.

As informações divulgadas não detalham quais previsões de gastos foram reduzidas nem indicam mudanças nas regras do programa.

Com informações de g1.

Foto de capa: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.