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Corte de gastos: governo Lula estuda mudanças em saúde e benefícios

As propostas também alcançam educação e isenções tributárias, mas não há valores definidos nem cortes aprovados.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia medidas de ajuste fiscal para reorganizar despesas federais a partir de 2027. As propostas incluem rever benefícios sociais, incentivos tributários e os critérios usados para contabilizar os gastos mínimos com saúde e educação, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil em 26 de outubro de 2026.

Até 27 de outubro de 2026, o pacote continuava em discussão pela equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O governo não informou quanto pretende economizar nem anunciou redução de verbas para serviços públicos; mudanças que dependam de lei ainda precisam passar pelo Congresso Nacional.

O que prevê o corte de gastos do governo Lula?

A análise envolve três frentes: despesas mínimas de saúde e educação, pagamentos de benefícios sociais e isenções fiscais para investimentos. Os detalhes ainda não foram definidos.

InfográficoNúmeros do ajuste em discussão

Percentuais constitucionais e horizonte das propostas.

2027
Início do horizonteControle das despesas federais em discussão
  • 15%Mínimo para saúdeDa receita corrente líquida
  • 18%Mínimo para educaçãoDa receita de impostos
  • 3Frentes em análiseSaúde e educação, benefícios e tributos
Fonte: CNN Brasil e Constituição FederalFolha de Negócios
Frente Mudança em estudo Situação informada
Saúde e educação Alterar despesas contabilizadas nos mínimos Sem proposta definitiva
Benefícios sociais Restringir acúmulos em casos específicos Sem estimativa de pessoas afetadas
Investimentos Rever isenções de Imposto de Renda Medida ainda em avaliação

Como podem mudar os gastos com saúde e educação?

A equipe econômica estuda ampliar quais despesas entram no cálculo dos mínimos constitucionais, sem anunciar cortes diretos em hospitais, escolas ou universidades. Pela regra atual, a União deve destinar pelo menos 15% da receita corrente líquida à saúde e 18% da receita de impostos à manutenção e ao desenvolvimento do ensino.

Na saúde, estão em análise a inclusão de algumas emendas parlamentares e de obras de saneamento com impacto na saúde. Para a educação, a discussão considera despesas como alimentação escolar. A eventual mudança dependeria das regras finais e, segundo a reportagem, ainda não há confirmação de redução de recursos para o SUS ou para a merenda.

Quem pode ser afetado pela revisão dos benefícios?

A proposta em análise busca restringir pagamentos simultâneos de programas em situações específicas, não extinguir o Bolsa Família nem o abono salarial. Um exemplo discutido é o de trabalhadores que conseguem emprego formal enquanto a família ainda está no período de transição do Bolsa Família.

Nesse caso, a pessoa poderia deixar de receber o abono salarial durante a transição. O governo não divulgou quantos trabalhadores seriam alcançados, e a regra ainda não foi apresentada como decisão definitiva.

Quais investimentos podem perder a isenção de IR?

A equipe econômica avalia voltar a discutir a cobrança de Imposto de Renda sobre aplicações hoje isentas para pessoas físicas. Entre os papéis citados estão:

  • LCI: Letra de Crédito Imobiliário.
  • LCA: Letra de Crédito do Agronegócio.
  • CRI: Certificado de Recebíveis Imobiliários.
  • CRA: Certificado de Recebíveis do Agronegócio.

Uma medida provisória apresentada em 2025 tentou alterar essas regras, mas perdeu a validade sem votação no Congresso. A nova possibilidade segue em estudo; não há confirmação de que a isenção será retirada.

Foto de capa: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.

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