Marcelo Queiroz: PF faz buscas e apura contratos de R$ 200 milhões
A segunda fase da Operação Castratio cumpriu cinco mandados no Rio e em Niterói; o deputado nega envolvimento em irregularidades.
A Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Niterói em 27 de outubro de 2026, na segunda fase da Operação Castratio. Um dos locais visitados foi o escritório de advocacia do deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), investigado em apuração sobre contratos de aproximadamente R$ 200 milhões para serviços de castração e esterilização de animais do governo estadual.
As ordens foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apura suspeitas de irregularidades em licitações e contratações realizadas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio; a assessoria de Queiroz afirma que ele não participou de ilegalidades nem tinha conhecimento delas.
O que a PF investiga no caso Marcelo Queiroz
A investigação examina contratos com uma empresa privada para procedimentos veterinários. Segundo a Polícia Federal, há suspeitas de direcionamento de licitações, superfaturamento e outras irregularidades. Os investigadores também apuram possíveis crimes de peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Mandados e contratos investigados nas duas fases
- Aproximadamente R$ 200 milhõesContratos investigadosCastração e esterilização de animais
- CincoMandados na segunda faseRio de Janeiro e Niterói
- 12Mandados na primeira faseMunicípios do Rio e de São Paulo
| Dado | Informação |
|---|---|
| Valor dos contratos | Aproximadamente R$ 200 milhões |
| Mandados em 27 de outubro | Cinco, no Rio e em Niterói |
| Mandados na primeira fase | 12, em municípios do Rio e de São Paulo |
Por que Marcelo Queiroz é investigado
A apuração trata de contratações feitas durante o período em que Queiroz chefiou a secretaria estadual, entre 2019 e 2022. A PF investiga a possível existência de um grupo atuando dentro da pasta e busca esclarecer a participação de cada envolvido.
O caso está no STF por causa do mandato de deputado federal de Queiroz, que lhe dá foro por prerrogativa de função, segundo a reportagem do Diário do Rio. A investigação segue em andamento.
O que Marcelo Queiroz diz sobre a investigação
A assessoria do deputado nega que ele tenha participado ou soubesse de qualquer ilegalidade nas contratações. Também afirma que os contratos foram examinados pelo Tribunal de Contas e pela Controladoria sem apontamentos de irregularidade.
Segundo a equipe do parlamentar, ele prestou esclarecimentos espontaneamente e está disponível para colaborar com as autoridades. A defesa sustenta ainda que Queiroz apoiou a criação de um programa público de castração gratuita de animais no estado.
Qual é a relação de Marcelo Queiroz com a castração de animais
Marcelo Queiroz é do PSDB-RJ e tem atuação política ligada à causa animal, conforme as informações da reportagem. O programa de castração gratuita foi citado pela assessoria do deputado ao comentar a investigação, que envolve contratos para serviços veterinários.
O que aconteceu na primeira fase da Operação Castratio
A etapa inicial ocorreu em 12 de maio de 2026 e cumpriu 12 mandados em cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Na ocasião, o celular de Queiroz foi apreendido no Aeroporto Santos Dumont, quando ele se preparava para viajar a Brasília, segundo o Diário do Rio.
A análise do material recolhido naquela fase levou à nova etapa, de acordo com a Polícia Federal. A operação busca reunir informações sobre o alcance do esquema suspeito e eventuais responsabilidades nas contratações.
Foto de capa: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)



