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EconomiaEleições 2026

Lula e Flávio enfrentam limites fiscais para cumprir promessas econômicas

Especialistas apontam alta da dívida e necessidade de superávit; propostas dos candidatos diferem sobre gastos, impostos e papel do Estado.

As propostas econômicas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para o Brasil esbarram em limites fiscais e institucionais, segundo especialistas ouvidos pelo R7. Em reportagem publicada em 17 de outubro de 2026, analistas apontaram a alta da dívida pública e a necessidade de controlar gastos como desafios para o próximo presidente.

Os candidatos divergem sobre o tamanho do Estado e o caminho para equilibrar as contas. Especialistas alertam que nem ampliar os gastos nem fazer cortes, por si só, garante crescimento econômico; um ajuste mal calibrado também pode afetar a atividade e a arrecadação.

O que propõem os candidatos

Flávio defende reduzir despesas administrativas, rever ministérios e cargos comissionados, flexibilizar regras trabalhistas e criar uma regra fiscal ligada à trajetória da dívida. Sua equipe estuda um ajuste de quase R$ 250 bilhões, cerca de 2% do PIB, que também envolve discussões sobre o crescimento das despesas obrigatórias. A reportagem diz que ainda não estão definidos os gastos que seriam cortados nem o prazo para as medidas produzirem resultados.

Entre as linhas econômicas atribuídas a Flávio estão:

  • Reduzir gastos administrativos do governo.
  • Simplificar regras e propor reduções tributárias.
  • Vincular limites de despesas à evolução da dívida.

Lula propõe manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e ampliar investimentos públicos. A agenda inclui fortalecimento da indústria nacional, infraestrutura, inovação, energia renovável e continuidade dos programas sociais. Também prevê tributação progressiva, com maior contribuição proporcional das rendas mais altas.

Dívida e efeito do ajuste

Segundo a reportagem, estimativas de mercado apontam que seria necessário um superávit primário entre 1,5% e 2% do PIB para frear o crescimento da dívida. No período de 12 meses citado, o setor público acumulava déficit de R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB. Em agosto de 2026, a dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB, e os juros nominais acumulados em 12 meses somaram aproximadamente R$ 1,18 trilhão.

InfográficoOs números do desafio fiscal

Indicadores citados na reportagem sobre dívida, déficit e ajuste.

82,9% do PIB
Dívida brutaEm agosto de 2026
  • 1,5% a 2% do PIBSuperávit necessárioEstimativa de mercado
  • R$ 82,1 bilhõesDéficit em 12 meses0,62% do PIB
  • R$ 1,18 trilhãoJuros nominaisAcumulados em 12 meses
  • Quase R$ 250 bilhõesAjuste em estudoPlano da equipe de Flávio
Fonte: R7, com dados e estimativas citados na reportagemFolha de Negócios

O economista Hugo Garbe afirmou que o resultado de um ajuste depende das medidas escolhidas, da velocidade de implementação e das condições econômicas. Cortes que reduzam demais a atividade podem diminuir a arrecadação e dificultar a estabilização da relação entre dívida e produto, segundo ele. Já investimentos viáveis em infraestrutura e parcerias com empresas podem, de acordo com especialistas ouvidos pelo R7, reduzir custos e elevar a produtividade.

O advogado eleitoralista Juarez da Silva observou que o presidente não pode cortar despesas sem limites: a atuação do governo está condicionada à Constituição, ao orçamento e à fiscalização dos demais Poderes. Para empresas, a reportagem aponta que a atividade econômica, a arrecadação e os investimentos em infraestrutura são aspectos que podem ser afetados pelas escolhas fiscais, mas não detalha medidas específicas para pequenos negócios.

Com informações de noticias.r7.com.

Foto de capa: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.