Carta com 15 nomes apoia reeleição de Lula e Alckmin
Entre os signatários estão Beatriz Cardoso, filha de FHC, e Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.
Uma carta divulgada no sábado (17) reuniu 15 personalidades em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. O manifesto foi apresentado durante o segundo turno da eleição presidencial de 2026 e defende a continuidade da chapa em nome da preservação das instituições democráticas e de políticas sociais e ambientais.
Os autores também criticam o projeto político de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula na disputa. Na avaliação dos signatários, a candidatura pode trazer retrocessos institucionais e sociais e afetar a atuação internacional do Brasil.
Quem assina o manifesto
Entre os nomes citados estão Beatriz Cardoso, educadora e filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e Miguel Reale Júnior, jurista e ex-ministro da Justiça. Reale Júnior participou da elaboração do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, apresentado em 2015 ao lado de Hélio Bicudo e Janaína Paschoal.
A carta também reúne ex-integrantes de governos, juristas, economistas, ambientalistas e especialistas em educação. Entre eles estão Aloysio Nunes Ferreira, ex-ministro das Relações Exteriores no governo Michel Temer, e José Carlos Dias, que comandou o Ministério da Justiça durante a gestão de FHC.
Argumentos dos signatários
O documento relaciona a escolha eleitoral à defesa do equilíbrio entre os Poderes, das liberdades democráticas e dos direitos fundamentais. Também menciona a proteção ambiental, a redução das desigualdades e a busca por crescimento econômico, geração de empregos e inovação.
Os signatários defendem ainda que o país preserve o diálogo entre diferentes setores da sociedade e mantenha sua participação internacional. Para eles, o desenvolvimento deve combinar estabilidade econômica, ciência e tecnologia com responsabilidade ambiental.
Apoio não significa concordância total
Os autores afirmam que o apoio à chapa não representa aprovação irrestrita da gestão Lula. O grupo diz manter autonomia para apontar divergências e fazer críticas ao presidente e ao governo.
A carta apresenta a manifestação como uma escolha motivada pela defesa da democracia e do pluralismo, apesar das diferenças políticas entre os signatários.
Com informações de correiobraziliense.com.br.
Foto de capa: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
