Coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro promete corte de impostos
Daniella Marques diz que eventual governo revogaria normas e revisaria tributos, mas não detalha os cortes de gastos que compensariam a perda de arrecadação.
Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), prometeu reduzir impostos e revogar normas burocráticas caso o candidato chegue à Presidência. Em palestra a empresários do Lide Ceará, em Fortaleza, ela afirmou que a equipe já mapeou mais de 2 mil regras que considera obsoletas. A cobertura do evento foi publicada em 17 de outubro.
A proposta prevê usar os primeiros 100 dias de um eventual governo para iniciar as mudanças. Marques também criticou o aumento da dívida pública durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que a redução de tributos seria compensada por cortes de despesas.
O que foi prometido
Segundo Marques, a equipe pretende revisar pontos da reforma tributária e impostos criados ou elevados pela atual gestão, incluindo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Uma proposta de reforma fiscal seria enviada ao Congresso junto com um projeto para acabar com a reeleição de cargos do Executivo.
Dados mencionados por Daniella Marques na palestra.
- Mais de 2 milNormas mapeadasConsideradas obsoletas pela equipe
- 100 diasPrazo inicialPara iniciar as mudanças
- 27Grupos técnicosElaboração do plano econômico
- 97%Empresas cearensesCriadas no segmento de pequenos negócios
- R$ 63 bilhõesHub do PecémInvestimentos anunciados, segundo Marques
A coordenadora não apresentou estimativas de quanto a redução de impostos diminuiria a arrecadação nem de quanto os cortes de despesas economizariam. Entre as medidas citadas estão reduzir cargos comissionados, vender imóveis públicos e enxugar ativos de empresas estatais, sem indicar quais estatais seriam afetadas.
Menções a pequenos negócios e ao Ceará
Marques defendeu o fortalecimento de bancos de fomento, como o Banco do Nordeste (BNB), para atender pequenos negócios. Na palestra, afirmou que 97% das empresas criadas no Ceará pertencem a esse segmento, mas não detalhou qual seria a política da campanha para o desenvolvimento regional.
Ela também criticou a demora para consolidar investimentos no Hub de Hidrogênio Verde do Pecém. Segundo a coordenadora, foram anunciados R$ 63 bilhões para o projeto, mas, após cinco anos, ele ainda não teria sido concretizado.
Plano econômico ainda sem detalhamento
A campanha, segundo Marques, reúne mais de dez economistas com doutorado em 27 grupos técnicos. Durante o encontro, ela pediu sugestões aos empresários sobre quais normas deveriam ser revogadas, sem especificar o alcance das mudanças tributárias ou as áreas que teriam redução de despesas.
Com informações de mais.opovo.com.br.
Foto de capa: Conselho Nacional do Ministério Público/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
