Volkswagen vai reduzir portfólio na Europa e trocar Polo e T-Cross por elétricos
A montadora prevê cortar pela metade a oferta de modelos até 2035, enquanto mantém investimentos e lançamentos no Brasil.
A Volkswagen planeja reduzir pela metade seu portfólio de veículos até 2035 e retirar gradualmente do mercado europeu versões a gasolina do Polo e do T-Cross. O CEO da empresa, Thomas Schäfer, confirmou a mudança em entrevista à revista Autocar; os modelos devem ser substituídos pelas versões elétricas ID Polo e ID Cross.
A estratégia acompanha a transição para carros elétricos na Europa e a proibição, prevista para 2035, da venda de veículos novos com motores a combustão, segundo o material divulgado. No Brasil, a montadora não prevê demissões nem redução de linhas e mantém um plano de expansão.
Elétricos no lugar de modelos a combustão
A Volkswagen considera que manter versões a gasolina e elétricas de um mesmo modelo deixará de ser economicamente viável. Com a mudança regulatória prevista na Europa, a empresa pretende concentrar fábricas, equipes e investimentos nos veículos que poderão continuar sendo vendidos e que tenham melhor retorno.
A redução também alcança outras marcas do grupo. A Audi já tirou de produção o A1 e o Q2, enquanto a minivan Touran foi descontinuada; o T-Roc Cabriolet deve sair de linha em 2027 e o sedã Jetta, em 2030, sem substituto previsto.
Na Porsche, o Taycan elétrico não atingiu as metas de vendas e deve ser descontinuado. A marca também não planeja uma nova geração do Cayenne Coupé a combustão. A Volkswagen atribui a reestruturação europeia aos custos operacionais e à capacidade ociosa em fábricas da Alemanha.
Plano europeu inclui cortes de empregos
A reestruturação prevê a eliminação de ao menos 50 mil postos de trabalho na Europa, medida anunciada em setembro e com maior impacto sobre a Alemanha. Operários e profissionais de gestão estão entre os atingidos, de acordo com as informações divulgadas.
O CEO Oliver Blume defende concentrar esforços em modelos adequados a cada mercado e ampliar o volume por veículo. A meta da empresa até 2030 é alcançar retorno sobre vendas entre 8% e 10% e se tornar a montadora mais atraente do mundo.
Brasil terá novos modelos e investimento
Em contraste com a retração europeia, a Volkswagen mantém R$ 20 bilhões em investimentos no Brasil e prevê ao menos sete lançamentos até 2028. Entre os projetos citados estão a picape Tukan, um sucessor do T-Cross, novos SUVs e a próxima geração da Amarok.
Metas e planos da Volkswagen na Europa e no Brasil
- 50%Portfólio europeuredução prevista até 2035
- ao menos 50 milPostos na Europacortes anunciados
- R$ 20 bilhõesInvestimento no Brasilplano mantido pela montadora
- ao menos seteLançamentos no Brasilprevistos até 2028
- 8% a 10%Retorno sobre vendasmeta até 2030
A empresa afirma que não planeja reduzir linhas ou demitir funcionários no país. Assim, a retirada de modelos a combustão na Europa não significa uma mudança equivalente na operação brasileira, onde a montadora projeta ampliar a oferta de veículos.
Com informações de diariodepernambuco.com.br.
Foto de capa: VW_Werk_Altes_Heizkraftwerk.jpg: Richard Bartz derivative work: Diliff/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
