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Economia brasileira em 2027: dívida e custo de vida desafiam próximo presidente

Economistas apontam que quem vencer a eleição de 25 de outubro terá de apresentar um plano para as contas públicas em meio à desaceleração da economia.

A economia brasileira deve ser um dos principais desafios do próximo presidente, seja Flávio Bolsonaro (PL), seja Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Às vésperas da eleição de 25 de outubro de 2026, o país enfrenta dívida pública elevada, insatisfação com o custo de vida e endividamento recorde, enquanto a economia deve crescer menos em 2027, segundo análise publicada pelo Terra e pelo MSN.

Economistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que os candidatos ainda não apresentaram planos claros para enfrentar esses problemas. As propostas mais detalhadas são esperadas depois da eleição, quando a próxima equipe econômica for definida.

Quais são os principais desafios da economia brasileira?

O próximo governo terá de lidar com as contas públicas, o custo de vida e a desaceleração econômica. A dívida bruta do governo geral chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Banco Central.

InfográficoOs números do desafio fiscal

Dados citados na análise sobre as contas públicas e as propostas dos candidatos.

R$ 11,1 trilhões
Dívida bruta em agostoMaior nível desde a pandemia
  • R$ 11,1 trilhõesDívida brutaValor registrado em agosto
  • 82,9%Dívida em relação ao PIBDado do Banco Central
  • 1,5% a 2% do PIBAjuste citado por auxiliares de FlávioMeta para os primeiros 18 meses
  • Quase R$ 200 bilhõesPacote eleitoral de LulaImpacto até 2030, segundo a Warren
Fonte: Banco Central, Warren Investimentos e auxiliares de Flávio BolsonaroFolha de Negócios

A dívida bruta inclui os governos federal, estaduais e municipais, além da Previdência. Quando o governo gasta mais do que arrecada, precisa tomar empréstimos; o endividamento elevado também pode dificultar a redução dos juros e encarecer investimentos e crédito, de acordo com a análise.

Como Flávio Bolsonaro diz que pretende reduzir a dívida?

Flávio tem defendido cortes de gastos e de impostos, mas ainda não apresentou, segundo os economistas ouvidos pela BBC News Brasil, um plano detalhado para ajustar as contas. Auxiliares da área econômica do senador falaram em reduzir o déficit fiscal entre 1,5% e 2% do PIB nos primeiros 18 meses de governo, o que corresponderia a cortes de R$ 190 bilhões a R$ 250 bilhões.

O candidato afirma que não pretende acabar com o reajuste real do salário mínimo, desvincular benefícios sociais e aposentadorias do salário-base nem reduzir os pisos constitucionais de Saúde e Educação. Segundo a reportagem, ele diz que concentraria os cortes em ministérios, cargos comissionados, despesas administrativas e supersalários, além de combater a corrupção.

O que Lula propõe para as contas públicas?

Lula defende que o crescimento econômico e o aumento da arrecadação ajudem a reduzir a dívida, sem se comprometer com cortes de despesas. Um pacote de propostas eleitorais do presidente teria impacto fiscal de quase R$ 200 bilhões até 2030, segundo cálculo da Warren Investimentos, sem incluir a proposta de tarifa zero nos transportes aos fins de semana.

A economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, e o economista Felipe Salto, da Warren Investimentos, avaliam que algum ajuste terá de ser feito, independentemente de quem vencer. Para eles, a ausência de propostas definidas deixa em aberto como o próximo governo pretende equilibrar despesas e receitas.

O que esperar da economia brasileira em 2027?

A economia deve crescer menos em 2027, e a dívida pública continuará no centro das discussões sobre as contas do governo. Os economistas ouvidos pela BBC News Brasil esperam que as respostas mais concretas apareçam depois da eleição, com a definição da equipe econômica.

A reportagem também aponta que a falta de confiança na capacidade de controlar os gastos pode pressionar os juros futuros, o dólar e a inflação. Esse cenário pode afetar o custo de empréstimos e investimentos, embora a intensidade dependa das decisões do próximo governo.

Foto de capa: Agência Senado/Wikimedia Commons (Attribution)

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Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.

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