Flávio Bolsonaro condiciona abertura de sigilos a Lula
Candidato do PL autorizou a divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos dos últimos 20 anos, desde que Lula amplie o alcance da medida.
Flávio Bolsonaro (PL) informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 21 de outubro de 2026, que aceita a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. A autorização, porém, depende de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, ampliar o alcance da divulgação de informações que havia autorizado.
Entre as condições apresentadas por Flávio estão a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e dos sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente. A manifestação foi enviada um dia depois da autorização condicionada de Lula.
O que Flávio Bolsonaro autorizou divulgar?
Flávio disse que aceita a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico relativos aos últimos 20 anos. A manifestação foi apresentada ao TSE, mas a autorização foi condicionada a uma ampliação do que Lula concordou em divulgar.
Assim, o comunicado não significa que os dados já tenham sido tornados públicos. A condição apresentada pelo candidato do PL é que Lula também aceite divulgar outras informações, além das próprias.
Quais condições Flávio apresentou a Lula?
Flávio pediu que a divulgação envolva também informações relacionadas a pessoas e registros ligados ao presidente. Entre os itens mencionados na petição estão:
- dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula;
- registros de entrada de Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto;
- sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.
A Agência Brasil informou que Flávio estabeleceu outras condições, além dessas. O material divulgado não detalha quais seriam todas elas.
O que aconteceu com os pedidos no TSE?
As petições de Lula e Flávio foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator do caso. A Agência Brasil não informou sobre uma decisão do ministro até a publicação da notícia.
Flávio chamou de “verdadeira aberração jurídica” o pedido de Lula e afirmou que o presidente poderia divulgar seus extratos sem levar o caso ao TSE. Lula, por sua vez, havia autorizado a divulgação de seus dados pessoais sob a condição de que o adversário também fizesse o mesmo.
Foto de capa: Joédson Alves/Agência Brasil
