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Moderação de conteúdo: MPF cobra medidas da Meta durante eleições

A empresa tem 48 horas para responder às recomendações e 30 dias para apresentar um relatório sobre as providências.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Meta, em 21 de outubro de 2026, medidas para dar mais transparência à moderação de conteúdo e proteger a liberdade de expressão durante o período eleitoral. As recomendações se aplicam às plataformas da empresa, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp.

A Meta tem 48 horas para informar se vai seguir as recomendações e 30 dias para apresentar um relatório conclusivo sobre as medidas tomadas. Segundo o MPF, as providências buscam evitar restrições indevidas durante o segundo turno das eleições.

Por que o MPF questiona a moderação da Meta?

O procedimento foi aberto após entidades da sociedade civil relatarem remoções de publicações e suspensões de perfis ligados ao debate eleitoral. Artigo 19, Conectas, Sleeping Giants e Ctrl+Z apontaram sanções aplicadas entre 25 de setembro e 13 de outubro. O MPF questionou a empresa em 14 de outubro e considerou genéricas e insuficientes as respostas recebidas.

A Meta informou que bloqueou automaticamente 206,9 mil publicações entre 1º e 5 de outubro, com base nas regras do período de silêncio eleitoral e na identificação de conteúdo político com inteligência artificial e rostos. Para o MPF, uma parte dos bloqueios não teve justificativa individualizada ou usou classificações graves, como terrorismo e exploração sexual infantil.

O que o MPF recomendou à Meta?

O MPF recomenda que a empresa revise a moderação automática, considere o contexto das publicações e adote análise humana em casos específicos. Entre as medidas propostas estão:

  • Evitar remoções, suspensões ou restrições sem fundamento jurídico ou contratual específico.
  • Encaminhar para revisão humana publicações com termos como “manifestação”, “convocação”, “ato público”, “passeata” e “marcha”.
  • Aplicar os critérios sem distinção de orientação política ou ideológica.
  • Informar individualmente aos usuários os motivos e a duração das restrições.
  • Oferecer contestação gratuita, com análise humana, por um link de fácil acesso no feed.
  • Restabelecer contas, publicações e funcionalidades quando a empresa reconhecer erro.

A recomendação também pede que a Meta se comprometa, em três dias, com uma auditoria independente dos algoritmos usados nos dois meses anteriores. A empresa deve reconhecer publicamente, em dois dias, as falhas apontadas pelo Comitê de Supervisão e disponibilizar o link de contestação em até cinco dias.

O que é moderação de conteúdo nas redes sociais?

Moderação de conteúdo é o conjunto de decisões da plataforma sobre publicações e contas, como remover um post, suspender um perfil ou limitar funcionalidades. No caso analisado pelo MPF, a discussão envolve tanto os bloqueios automáticos quanto os critérios usados para classificar conteúdos e a possibilidade de revisão humana.

A procuradoria afirma que a participação política na internet inclui o debate de ideias, a crítica a candidatos e governantes e a organização de manifestações pacíficas, e não apenas a propaganda eleitoral. Por isso, recomenda que a Meta analise o contexto antes de restringir conteúdo relacionado a esses temas.

Quais são os prazos das recomendações?

Além do prazo de 48 horas para responder ao MPF e dos 30 dias para entregar o relatório, a recomendação estabelece prazos para algumas providências. Eles são contados a partir do pedido, sem que o material informe datas finais específicas para cada medida.

InfográficoPrazos e dados da recomendação

O MPF estabeleceu prazos para a resposta e para medidas de revisão da moderação.

48 horas
Prazo para respostaA Meta deve informar se acatará as recomendações.
  • 206,9 milPublicações bloqueadasBloqueadas automaticamente entre 1º e 5 de outubro, segundo a Meta.
  • 48 horasResposta ao MPFPrazo para informar se seguirá as recomendações.
  • 30 diasRelatório conclusivoPrazo para apresentar as providências tomadas.
  • Três diasAuditoria independentePrazo para assumir compromisso com a auditoria.
Fonte: Ministério Público FederalFolha de Negócios
Prazo Providência recomendada
Dois dias Reconhecer publicamente falhas apontadas pelo Comitê de Supervisão e pedir desculpas aos usuários brasileiros
Três dias Comprometer-se com uma auditoria independente dos algoritmos de moderação
Até cinco dias Disponibilizar link para contestação gratuita com análise humana
Próximos cinco dias Deixar de restringir conteúdo sem fundamento específico

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.