Checagem da entrevista de Flávio Bolsonaro detalha dívida, Selic e projeções
A equipe do Fato ou Fake reuniu dados do Banco Central sobre a dívida pública e os juros e esclareceu o alcance de projeções antigas do Focus.
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, foi entrevistado por Renata Lo Prete na TV Globo na sexta-feira, 16 de outubro, durante a cobertura do segundo turno das eleições de 2026. Depois da conversa, a equipe do Fato ou Fake verificou declarações feitas pelo candidato e reuniu informações sobre dívida pública, taxa Selic e projeções econômicas.
A entrevista foi conduzida ao vivo nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, após o Jornal Nacional. A íntegra ficou disponível no Globoplay e no g1, segundo as informações publicadas. Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, havia sido entrevistado na quinta-feira, 15; a ordem das sabatinas foi definida por sorteio com representantes das campanhas.
Dívida e juros em números
O Banco Central informou que a Dívida Bruta do Governo chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do PIB. O indicador inclui as dívidas do governo federal, do INSS, dos estados e dos municípios, portanto não representa apenas a dívida federal.
Indicadores citados na checagem da entrevista
- R$ 11,1 trilhõesDívida brutaEm agosto de 2026
- 82,9%Dívida em relação ao PIBIndicador inclui União, estados e municípios
- 11,25%Projeção para 2023Relatórios Focus de outubro de 2022
- 8%Projeção para 2024Relatórios Focus de outubro de 2022
- 7,75%Projeção para 2025Relatórios Focus de outubro de 2022
Na sexta-feira, 16, a Selic estava em 13,75% ao ano. De acordo com o Banco Central, o Copom reduziu a taxa para esse patamar no mês anterior, com vigência a partir de 17 de setembro.
O que as projeções do Focus indicavam
A checagem também abordou estimativas reunidas pelo Relatório Focus em outubro de 2022. Naquele momento, as projeções para a Selic eram de 11,25% no fim de 2023, 8% no fim de 2024 e 7,75% no fim de 2025; não havia previsão para 2026.
O Focus reúne expectativas de instituições consultadas pelo Banco Central. Conforme a checagem, essas estimativas podem mudar e não representam uma taxa garantida nem uma promessa de governo. A comparação entre projeções antigas e o resultado observado, por si só, também não permite afirmar qual seria a taxa sob outra administração.
Como foram organizadas as entrevistas
As duas conversas fizeram parte da cobertura do segundo turno. A publicação informa que a equipe do Fato ou Fake verificou as principais declarações de Flávio Bolsonaro; os dados sobre dívida, juros e projeções ajudam a delimitar o que cada indicador mede e o que as estimativas antigas não permitem concluir.
Com informações de oglobo.globo.com, extra.globo.com, valor.globo.com.
Foto de capa: Agência Senado/Wikimedia Commons (Attribution)
