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Dólar sobe a R$ 5,193 e Bolsa cai com pressão externa

Juros altos nos Estados Unidos e avanço do petróleo aumentaram a aversão a risco; Banco Central vendeu US$ 1 bilhão.

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (24) cotado a R$ 5,193, alta de 0,47%, em um dia de nervosismo nos mercados brasileiro e internacional. A moeda chegou a R$ 5,202 durante a tarde, seu maior valor desde o fim de agosto, segundo dados divulgados pela Agência Brasil.

A pressão veio da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, do avanço do petróleo e das incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, investidores também reagiram a novas projeções do Banco Central e ao cenário das contas públicas.

Mercado reage a juros americanos

O rendimento do Treasury de dez anos alcançou 5,2209% no fim da tarde, ante 5,114% na sessão anterior. Foi a primeira vez desde 2007 que o papel registrou retorno superior a 5% ao ano, de acordo com a Agência Brasil.

Juros maiores em títulos públicos americanos, considerados investimentos seguros, tendem a atrair recursos que poderiam ser destinados a países emergentes, como o Brasil. O índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas, subia 0,14%, aos 101,270 pontos, por volta das 17h.

O Banco Central realizou dois leilões de linha e vendeu US$ 1 bilhão. Nessas operações, a instituição vende dólares com compromisso de recomprá-los em alguns meses, ampliando a oferta de moeda estrangeira e a liquidez no mercado.

Bolsa fecha abaixo dos 184 mil pontos

O Ibovespa terminou o pregão aos 183.965,91 pontos, recuo de 0,99%. Durante o dia, o índice chegou a 186.211,43 pontos na máxima e a 183.834,97 pontos na mínima.

InfográficoOs números do mercado

Indicadores registrados nesta quinta-feira

R$ 5,193
Dólar no fechamentoalta de 0,47%
  • R$ 5,193Dólar no fechamentoalta de 0,47%
  • 183.965,91 pontosIbovespaqueda de 0,99%
  • US$ 1 bilhãoVenda do BCem dois leilões
  • US$ 106,60Brentalta de 3,41%
Fonte: Agência BrasilFolha de Negócios
O Ibovespa encerrou o pregão aos 183.965,91 pontos, queda de 0,99%.
O Ibovespa encerrou o pregão aos 183.965,91 pontos, queda de 0,99%. — Foto: forextime.com/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O petróleo também contribuiu para a piora do humor dos investidores. O barril do Brent subiu 3,41%, para US$ 106,60, diante das dúvidas sobre um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Segundo a Agência Brasil, combustíveis mais caros podem ampliar as pressões inflacionárias e afetar as expectativas para as taxas de juros em diferentes países. O Banco Central reduziu sua projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 de 2% para 1,8% e estimou alta de 1,4% para 2027.

O que muda para empresas

A cotação do dólar acumulava alta de 0,26% em setembro até esta quinta-feira, embora ainda registrasse queda de 5,39% no ano. A evolução do câmbio e do petróleo segue no radar porque ambos influenciam as expectativas de inflação e de juros.

Para negócios que dependem de itens com preços internacionais, o movimento do dólar e do petróleo é um fator acompanhado pelo mercado. As fontes não informaram alterações específicas em preços ou regras para empresas.

Com informações de Agência Brasil.

Foto de capa: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.