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Lula manteria reajuste real do mínimo; campanha de Flávio não detalha regra

Equipe de Lula confirmou a manutenção da fórmula atual, enquanto a de Flávio Bolsonaro disse que não pretende mexer no piso nem nas aposentadorias, sem explicar como.

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foram questionadas sobre como pretendem reajustar o salário mínimo e se manteriam a vinculação das aposentadorias ao piso. Em reportagem publicada em 16 de outubro, o g1 informou que a equipe de Lula confirmou a manutenção da regra atual, mas a de Flávio não apresentou uma proposta específica.

O mínimo está em R$ 1.621 e serve de referência para 61,9 milhões de pessoas no país, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A discussão envolve o poder de compra dos trabalhadores e aposentados e o impacto dos reajustes nas contas públicas.

O que disseram as campanhas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou em nome da campanha de Lula e afirmou que, em um novo mandato, seria mantida a fórmula que prevê aumento acima da inflação, com limite de 2,5% de alta real. Os benefícios previdenciários continuariam vinculados ao salário mínimo. A proposta de orçamento para 2027 prevê piso de R$ 1.741.

A equipe de Flávio Bolsonaro não respondeu diretamente se manteria o modelo de correção nem a vinculação das aposentadorias. Segundo o g1, a campanha afirmou que o candidato “não irá mexer no salário mínimo nem na aposentadoria dos brasileiros”, mas não esclareceu como isso se traduziria nos reajustes.

Como funciona a regra atual

A fórmula retomada em 2023 considera a inflação do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No fim de 2024, o governo alterou a regra para limitar a 2,5% o ganho real, em adequação ao arcabouço fiscal.

InfográficoNúmeros do salário mínimo

Valores e estimativas citados na reportagem sobre a regra de reajuste.

61,9 milhões
Pessoas alcançadasEstimativa do Dieese
  • 61,9 milhõesPessoas alcançadasEstimativa do Dieese
  • R$ 1.621Mínimo atual
  • 2,5%Limite de alta real
  • R$ 1.451Sem ganho acima da inflaçãoCálculo para este ano
  • Mais de R$ 400 milhõesGasto anual por realImpacto estimado nas despesas do governo
Fonte: g1, Dieese e Instituição Fiscal IndependenteFolha de Negócios

Até 2022, no governo de Jair Bolsonaro, os reajustes acompanharam a inflação, sem aumento acima dela. Um cálculo do g1, confirmado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), aponta que o mínimo seria de R$ 1.451 neste ano se esse modelo tivesse sido mantido desde 2023 — R$ 170 abaixo do valor atual.

Efeito sobre renda e gastos públicos

O aumento real eleva a renda de trabalhadores e aposentados e pode estimular a atividade econômica e a arrecadação, segundo a reportagem. Também amplia as despesas do governo: cada R$ 1 de aumento do mínimo representa um gasto anual adicional superior a R$ 400 milhões.

A alta do piso é apontada como um dos fatores de pressão sobre as contas públicas. O salário mínimo também não pode ficar abaixo do valor pago a aposentados e pensionistas, conforme as regras atuais.

Com informações de g1.

Foto de capa: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.