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Crescimento e liderança pesam mais que salário para reter profissionais

Levantamento da Michael Page ouviu 5.762 profissionais e 1.955 empresas; remuneração segue como principal fator de atração.

A falta de perspectiva de crescimento e a liderança desmotivadora pesam mais que o salário entre os motivos que levam profissionais a deixar o emprego, segundo o Guia Salarial 2027 da consultoria Michael Page. O levantamento ouviu trabalhadores e empresas de todo o Brasil e mapeou mais de 400 cargos em 15 setores.

Na avaliação de uma proposta de trabalho, 73% dos profissionais incluem uma remuneração acima da média entre as cinco prioridades. Quando o assunto é pedir demissão, porém, o dinheiro aparece em terceiro lugar, atrás das oportunidades de crescimento, citadas por 69%, e da liderança desmotivadora, apontada por 60%.

Liderança tem pouco espaço nas estratégias

A relação com o chefe direto pesa muito na decisão de procurar outro emprego para 62% dos entrevistados. Incluindo quem disse que ela pesa moderadamente, o índice chega a 90%, segundo a pesquisa.

InfográficoO que pesa na retenção

Pesquisa da Michael Page compara percepções de profissionais e empresas.

69%
Falta de crescimentomotivo para pedir demissão
  • 69%Falta de crescimentomotivo para pedir demissão
  • 60%Liderança desmotivadoramotivo para deixar o emprego
  • 62%Relação com a liderançapesa muito ao buscar outro emprego
  • 4%Estratégia de retençãoempresas citam liderança
Fonte: Michael PageFolha de Negócios

Apesar disso, só 4% das empresas apontaram a liderança como base de sua principal estratégia para reter funcionários. Cultura organizacional foi citada por 30%, benefícios por 21% e reputação da companhia por 16%. Em tecnologia, 63% dos profissionais mencionaram a liderança desmotivadora como motivo para sair, enquanto 3% das empresas disseram apostar nesse fator para manter suas equipes.

Aumentos acima do reajuste obrigatório

A intenção de conceder aumentos acima do dissídio em 2027 avançou em relação à edição anterior do levantamento, mas ainda não retornou ao patamar de 2025.

Ano Empresas que planejam aumento acima do dissídio
2025 38%
Edição anterior 20%
2027 30%

Outras 45% das empresas não planejam ir além do reajuste obrigatório, e 24% ainda não decidiram. Entre os profissionais, 57% não receberam aumento nos 12 meses anteriores à pesquisa. Dos 43% que tiveram reajuste, 54% receberam o aumento por mérito.

Rotatividade e planos de contratação

Quatro em cada dez empresas registraram rotatividade superior a 20% ao ano; no varejo, a proporção foi de 50%. A atração de candidatos qualificados foi citada como principal desafio por 69% das companhias, ante 73% na edição anterior.

Para o próximo ano, 43% das empresas projetam ampliar suas equipes, 45% não preveem crescimento e 12% ainda não sabem. O estudo não apresenta um recorte específico para pequenos negócios, mas mostra que, entre as empresas ouvidas, a remuneração aparece com mais força na atração do que na retenção de profissionais.

Com informações de diariodocomercio.com.br.

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.