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Equipe de Flávio Bolsonaro aponta Milei como referência econômica

Enquanto assessores discutem um ajuste fiscal de R$ 250 bilhões, dados da Argentina mostram alta inicial da pobreza, queda e nova reversão em 2026.

A equipe econômica da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) tem citado o governo de Javier Milei, na Argentina, como referência para propostas de redução do Estado e revisão de normas. Integrantes também discutem um ajuste fiscal que poderia chegar a R$ 250 bilhões, embora as medidas em estudo ainda não sejam compromissos oficiais da campanha.

A experiência argentina é observada no debate eleitoral brasileiro porque combina cortes de gastos e desregulamentação com mudanças na pobreza e na atividade econômica. Dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (INDEC) mostram que a pobreza subiu nos primeiros meses do governo Milei, recuou até o fim de 2025 e voltou a avançar no primeiro semestre de 2026.

O que a campanha tem em estudo

Daniella Marques, integrante da coordenação econômica de Flávio e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou em setembro que Milei é uma referência para a revisão da estrutura estatal e das normas. Segundo ela, a equipe identificou mais de mil regras que poderiam ser revistas ou revogadas.

Entre as possibilidades discutidas estão mudanças na correção de benefícios do INSS e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de alterações nos mecanismos constitucionais de financiamento da saúde e da educação. A candidatura ressalva que essas propostas técnicas ainda não fazem parte de um programa eleitoral oficial; Flávio disse que pretende garantir aumentos reais para aposentadorias e que o ajuste não deve atingir os mais vulneráveis.

Para pequenos negócios no Brasil, o material disponível não detalha medidas específicas nem efeitos práticos. As propostas ainda estão em discussão, sem compromisso formal da candidatura.

Pobreza teve três movimentos

A pobreza entre moradores dos 31 principais aglomerados urbanos argentinos passou de 41,7% no segundo semestre de 2023 para 52,9% no primeiro semestre de 2024. Depois, caiu a 28,2% no segundo semestre de 2025 e voltou a subir para 32,3% nos primeiros seis meses de 2026, segundo o INDEC.

InfográficoPobreza na Argentina

Percentual da população dos principais aglomerados urbanos abaixo da linha de pobreza.

  • 2º semestre de 202341,7%
  • 1º semestre de 202452,9%
  • 2º semestre de 202528,2%
  • 1º semestre de 202632,3%
Fonte: INDECFolha de Negócios
Período População abaixo da linha de pobreza
2º semestre de 2023 41,7%
1º semestre de 2024 52,9%
2º semestre de 2025 28,2%
1º semestre de 2026 32,3%

Economia argentina perdeu ritmo

O PIB da Argentina caiu 1,3% em 2024 e cresceu 4,4% em 2025. No segundo trimestre de 2026, ficou 2% acima do mesmo período do ano anterior, mas recuou 0,6% ante o trimestre imediatamente anterior, na série dessazonalizada.

Em julho de 2026, o indicador mensal de atividade econômica caiu 2,9% em relação ao mês anterior e 1,4% na comparação com julho de 2025. A trajetória, segundo os dados citados, não indica que um eventual governo brasileiro repetiria automaticamente os resultados argentinos, mas oferece elementos para avaliar os custos e os riscos de uma estratégia semelhante.

Com informações de jornalgrandebahia.com.br.

Foto de capa: Quirinale/Wikimedia Commons (Attribution)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.