Governo prevê gestão privada em metade das rodovias federais até 2030
Ministério dos Transportes projeta que a participação privada chegue a 49,5%; previsão de investimentos em rodovias entre 2023 e 2029 é de R$ 218 bilhões.
O Ministério dos Transportes estima que 49,5% das rodovias federais pavimentadas estarão sob gestão privada até 2030. A projeção considera a aceleração do Programa de Concessões de Rodovias Federais (Procrofe), que concedeu 12.198 quilômetros nos últimos quatro anos.
A estimativa foi apresentada pela pasta na quinta-feira (15), em São Paulo. Hoje, 31% da malha rodoviária da União está sob gestão privada; até o fim deste ano, a expectativa do governo é chegar a quase 32%.
Participação privada e investimentos
A parcela da malha federal administrada por empresas era de 7,7% em 2014 e chegou a 24% dez anos depois, segundo os dados apresentados. O governo prevê R$ 218 bilhões em investimentos privados em rodovias entre 2023 e 2029. De 1993 a 2022, o total foi de R$ 129 bilhões.
Projeções e valores apresentados pelo Ministério dos Transportes.
- 49,5%Gestão privadaProjeção até 2030
- 31%Malha sob gestão privadaPercentual atual
- 12.198 kmRodovias concedidasNos últimos quatro anos
- R$ 218 bilhõesInvestimentos privadosEntre 2023 e 2029
- R$ 129 bilhõesInvestimentos privadosDe 1993 a 2022
- R$ 102,68 bilhõesCarteira de 2027Rodovias e ferrovias
A secretária nacional de Rodovias, Viviane Esse, afirmou que os R$ 218 bilhões correspondem a investimentos já contratados até 2029. Segundo ela, a conta não inclui novos estudos. A secretária também disse que, no ano passado, os investimentos privados em rodovias superaram os públicos.
Leilões previstos para 2027
A carteira de rodovias e ferrovias para 2027 tem investimentos estimados em R$ 102,68 bilhões e prevê 11 leilões: nove baseados em novos estudos e dois ligados a otimizações contratuais. O cronograma informado inclui três disputas da Malha Catarinense:
- Rota Vale do Itajaí (lote 1), em julho;
- Rota Meio Oeste (lote 3), em julho;
- Rota Catarinense (lote 2), em novembro.
Com informações de CNN Brasil.
Foto de capa: Antonio Cruz / ABr./Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)
