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Juíza defende rede de apoio a mulheres diante de alta de feminicídios em SP

Tereza Cabral afirma que a proteção depende também de serviços de saúde, creches e apoio financeiro.

A juíza Tereza Cabral, da Vara de Violência Doméstica de Santo André, defendeu a ampliação das políticas públicas de apoio às mulheres para enfrentar a violência de gênero. Em entrevista publicada em 26 de setembro, ela afirmou que a resposta não pode ficar restrita à segurança pública.

A avaliação ocorre em meio à alta dos feminicídios em São Paulo. Segundo a magistrada, serviços como creche e aluguel social podem ajudar mulheres que dependem financeiramente do agressor a sair de uma situação de violência.

Números em São Paulo

O Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, de acordo com o Anuário Brasileiro da Segurança Pública. São Paulo teve 270 vítimas no período, o equivalente a 17% do total nacional, segundo os dados citados pela publicação.

InfográficoViolência contra mulheres em números

Registros nacionais, estaduais e em delegacias paulistas

1.571
feminicídios no BrasilEm 2025
  • 1.571BrasilFeminicídios em 2025
  • 270São PauloVítimas em 2025
  • 141Primeiro semestre em SPOcorrências em 2026
  • 20Delegacias da MulherBoletins por hora, em média
Fonte: Anuário Brasileiro da Segurança Pública, SSP-SP e SindpespFolha de Negócios

No primeiro semestre de 2026, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo registrou 141 ocorrências, com 142 vítimas. A comparação divulgada pela secretaria para o mesmo período é esta:

Período Ocorrências de feminicídio em SP
Primeiro semestre de 2025 128
Primeiro semestre de 2026 141

Rede de atendimento

Cabral, que integra a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de São Paulo, defendeu ações articuladas nas áreas de educação, cultura e saúde. Ela também citou a necessidade de serviços especializados e de Delegacias de Defesa da Mulher com atendimento permanente.

Para a juíza, a Lei Maria da Penha contribuiu para organizar essa rede ao tratar de prevenção e proteção, além de instituir as medidas protetivas de urgência. Em agosto, o tribunal lançou uma campanha para incentivar mulheres em situação de violência a buscar essa proteção.

Como pedir uma medida protetiva

Segundo Cabral, o pedido pode ser feito ao Ministério Público ou à Defensoria Pública, com um advogado particular, em uma Delegacia de Defesa da Mulher ou em outra delegacia. A magistrada também apontou a possibilidade de solicitar a medida em serviços de atendimento a mulheres, que encaminhariam o pedido à vara de violência doméstica para análise.

Com informações de metropoles.com.

Foto de capa: Sandra Soster/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.