França registra cerca de 1.200 detidos em atos contra o custo de vida
Manifestações também ocorreram em Portugal, Itália, Bélgica e Espanha; governo francês contabilizou 150 agentes feridos.
Protestos contra o custo de vida e por melhores condições de ensino reuniram estudantes, trabalhadores e integrantes dos coletes amarelos em cidades da França neste sábado (17). Manifestações sobre moradia, educação e encarecimento da vida também foram realizadas em Portugal, Itália, Bélgica e Espanha.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, informou que cerca de 1.200 pessoas foram detidas e 150 policiais e gendarmes ficaram feridos. O governo estimou em 550 mil o número de participantes no país; os organizadores calcularam 800 mil.
Mobilização começou em escolas
Os atos na França tiveram início em setembro, em escolas de bairros pobres na periferia norte de Paris. Os estudantes pediam mais professores e melhorias na estrutura escolar; com o avanço da mobilização, as reivindicações passaram a incluir críticas à desigualdade, aos gastos públicos e à perda de poder de compra.
Balanço das manifestações na França, segundo fontes oficiais e organizadores.
- cerca de 1.200Pessoas detidasBalanço do primeiro-ministro
- 150Agentes feridosPoliciais e gendarmes
- 550 milParticipantes, governoEstimativa para a França
- 800 milParticipantes, organizadoresEstimativa para a França
- 24Denúncias investigadasSobre violência policial
Em outros países, os protestos tiveram pautas próprias. Em Lisboa, dezenas de milhares de pessoas marcharam contra o custo da moradia e a alta dos preços. Na Bélgica, jovens se manifestaram contra o aumento das despesas com educação e reformas que, segundo eles, podem dificultar o acesso ao ensino superior.
Incêndios e confrontos em cidades francesas
Em Limoges, um incêndio atingiu a prefeitura e derrubou parte do prédio, construído em 1883. Segundo o prefeito regional, o telhado caiu sobre os andares inferiores e cerca de dois terços das fachadas foram destruídos. Em Lyon, o escritório de turismo também foi incendiado; em Angers, um foco de fogo na sala de correspondência de um prédio público foi apagado por um funcionário.
Em Paris, a passeata principal ocorreu majoritariamente sem incidentes durante a tarde, segundo a BBC, mas houve confrontos mais tarde e relatos de lojas saqueadas e veículos incendiados. Em Toulouse, foram registrados saques, lixeiras em chamas e barricadas, informou o jornal Le Monde.
O presidente Emmanuel Macron declarou no X que os responsáveis por depredações e ataques serão processados e punidos. A atuação policial também é alvo de questionamentos: o órgão francês responsável por fiscalizar as forças de segurança investiga pelo menos 24 denúncias de violência cometida por agentes.
Com informações de g1.
Foto de capa: Pierre Blaché from Paris, France/Wikimedia Commons (CC0)
