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Economia da longevidade exige novos produtos e mudanças no trabalho

Envelhecimento da população brasileira leva empresas e instituições financeiras a rever benefícios, carreiras e serviços.

A economia da longevidade está levando empresas e instituições financeiras a rever produtos, benefícios e políticas de carreira, segundo Sérgio Serapião, fundador do Movimento LABoo. A avaliação foi publicada em 23 de outubro de 2026 e considera as mudanças nas trajetórias profissionais e nas necessidades financeiras de uma população que vive mais.

Os desafios também foram discutidos no Fórum & Festival Longevidade, realizado no fim de setembro, em São Paulo. O encontro reuniu cerca de 15 mil pessoas em três dias, de acordo com a organização; executivos relataram dificuldades para adaptar as empresas a uma força de trabalho mais envelhecida.

O que é economia da longevidade?

Economia da longevidade é o conjunto de mudanças econômicas e financeiras associadas a vidas mais longas. Isso inclui novas demandas por renda, qualificação, cuidados e serviços, além do crescimento do consumo da população com 60 anos ou mais, chamado de economia prateada.

Para Serapião, idade e etapa de vida já não caminham necessariamente juntas. Uma pessoa pode voltar a estudar ou mudar de profissão em diferentes momentos, o que altera suas necessidades de crédito, renda e planejamento financeiro.

Como o envelhecimento da população brasileira está avançando?

O Brasil envelhece rapidamente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice de envelhecimento chegou a 80,0 em 2022: havia 80 pessoas idosas para cada 100 crianças de 0 a 14 anos, ante 44,8 em 2010.

InfográficoO envelhecimento no Brasil

Dados do Censo e do índice de envelhecimento

80,0
índice de envelhecimentoem 2022, por 100 crianças
  • 44,8Índice em 2010pessoas idosas por 100 crianças
  • 80,0Índice em 2022pessoas idosas por 100 crianças
  • 32,11 milhõesPopulação acima de 60residentes no Brasil
  • 15,8%Parcela da populaçãopessoas com mais de 60 anos
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Folha de Negócios

O Censo Demográfico 2022 contabilizou 32,11 milhões de pessoas com mais de 60 anos, equivalentes a 15,8% da população brasileira. Estudo do LABoo aponta que o país levará duas décadas para dobrar a proporção de idosos de 7% para 14%; na Europa, esse processo levou mais de um século.

Como a longevidade afeta o trabalho e as empresas?

A permanência mais longa no mercado de trabalho exige que as empresas adaptem suas estruturas a profissionais em diferentes fases da carreira. Serapião afirma que modelos tradicionais, nos quais trabalhadores mais velhos ocupavam posições de liderança e os mais jovens começavam em funções subordinadas, já não representam toda a realidade.

Entre os pontos que precisam ser revistos estão:

  • planos de saúde e benefícios;
  • políticas de desenvolvimento profissional;
  • planos de carreira;
  • oportunidades de reentrada e qualificação.

Segundo Serapião, modelos de gestão que não acompanham a mudança demográfica podem dificultar a atração e a permanência de profissionais maduros. O cuidado de familiares também afeta o orçamento e precisa ser considerado no planejamento financeiro, afirma.

O que muda para o mercado financeiro?

Instituições financeiras precisam compreender melhor as necessidades de cada cliente, em vez de usar apenas a idade como indicador, avalia Serapião. Mudanças de profissão, retorno aos estudos e despesas de cuidado podem alterar a renda e a demanda por crédito ao longo da vida.

O especialista cita três frentes de produtos que já ganham espaço em algumas instituições financeiras:

  • transformar patrimônio acumulado em renda previsível e vitalícia;
  • atender ao consumo crescente da população com 60 anos ou mais;
  • proteger o patrimônio contra custos de saúde e dependência.

O estudo do LABoo também aponta preocupação com a aposentadoria: na América Latina, grande parte da população acredita que o Estado não conseguirá garantir uma aposentadoria digna. O material não detalha investimentos específicos nem oferece uma carteira ou cálculo para aposentadoria.

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Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.

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