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Dívida pública do Brasil está perto de R$ 11,1 trilhões; o que propõem Lula e Flávio

Economistas apontam dúvidas sobre o financiamento das medidas e os limites de um Orçamento com a maior parte das despesas comprometida.

A dívida pública do Brasil está próxima de R$ 11,1 trilhões, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados apresentados pelo g1 em 24 de outubro de 2026. A dimensão das contas públicas está entre os temas centrais da eleição presidencial, que será disputada no domingo, 25 de outubro, por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Economistas ouvidos pelo g1 analisaram as propostas dos dois candidatos e apontaram que várias medidas não especificam de onde virão os recursos. O debate ocorre com pouco espaço para novas despesas: 90% dos R$ 2,8 trilhões previstos para despesas primárias em 2027 estão comprometidos com gastos obrigatórios.

O que é dívida pública

Dívida pública é o total de obrigações financeiras acumuladas pelo governo, descontados os valores já pagos, conforme a definição da referência consultada. Ela não deve ser confundida com dívida externa, que é uma categoria diferente.

InfográficoOs números da dívida e do Orçamento

Dados citados pelo g1 na análise das propostas para a eleição de 2026.

R$ 11,1 trilhões
Dívida públicaValor aproximado citado pelo g1
  • R$ 11,1 trilhõesDívida públicaValor aproximado
  • 82,9%Parcela do PIBEquivalência da dívida
  • R$ 2,8 trilhõesDespesas de 2027Despesas primárias previstas
  • 90%Gastos obrigatóriosParcela das despesas previstas
Fonte: g1Folha de Negócios

Quanto é a dívida pública do Brasil?

O valor está perto de R$ 11,1 trilhões, ou 82,9% do PIB, de acordo com os dados citados pelo g1. A dívida continua crescendo, enquanto despesas obrigatórias — como Previdência, saúde e educação — avançam acima do ritmo permitido pelas regras de controle de gastos.

O Orçamento de 2027 prevê R$ 2,8 trilhões em despesas primárias. Desse total, 90% já estão comprometidos com aposentadorias, salários, benefícios sociais e outros gastos obrigatórios, o que reduz a margem do próximo governo para escolher investimentos e outras despesas.

O que Lula e Flávio propõem para a dívida pública

Flávio Bolsonaro propôs que o governo compre de bancos dívidas de pessoas e empresas inadimplentes e renegocie os débitos por meio da Caixa, com juros menores e prazos maiores. O plano prevê carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas. Ele também apresentou o programa “Ganha-Ganha”, com pontos por pagamento em dia ou participação em cursos, trocáveis por benefícios como juros menores e cashback.

Lula sancionou, em 21 de outubro de 2026, uma lei que perdoa dívidas de MEIs com a União, incluindo impostos, contribuições federais em atraso, multas, juros e encargos de cobrança. Segundo o governo, mais de 3,6 milhões de empreendedores poderão ser beneficiados. Os MEIs também foram incluídos no Desenrola 3.0, que prevê descontos de pelo menos 90% na renegociação de dívidas bancárias; o total desses débitos foi estimado em cerca de R$ 6 bilhões.

Como as propostas podem afetar as contas públicas

As medidas de renegociação têm custos diferentes: o perdão de débitos reduz valores que a União teria a receber, enquanto a compra de dívidas bancárias exige recursos públicos. As campanhas não detalharam todas as fontes de financiamento das iniciativas.

A equipe de Flávio também anunciou a intenção de cortar gastos equivalentes a 1,5% do PIB, rever o arcabouço fiscal e reduzir a estrutura do governo, mas não informou quais despesas seriam cortadas nem em que prazo. Economistas ouvidos pelo g1 ponderam que reduzir gastos é difícil porque grande parte do Orçamento está vinculada a regras legais; mudanças mais profundas podem exigir alterações em leis ou na Constituição.

Lula, por sua vez, prevê ampliar programas como Pé-de-Meia e Bolsa Família, manter a valorização do salário mínimo e elevar investimentos públicos. Essas despesas podem pressionar o Orçamento se não houver receitas suficientes para financiá-las. Para especialistas ouvidos pelo g1, a margem de decisão do próximo presidente também tende a ser limitada pela alta parcela de gastos obrigatórios.

Foto de capa: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.

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