Mercado
EconomiaGoverno Federal

Túnel Santos-Guarujá: União banca metade do aporte público

Checagens classificaram como enganosa a afirmação de que o governo federal paga sozinho a parte pública da obra; o empréstimo para a parcela paulista é do Banco do Brasil.

Checagens publicadas em 23 de outubro de 2026 pelo Terra, em parceria com Aos Fatos, e pelo MSN classificaram como enganosa a afirmação atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o governo federal coloca o dinheiro no túnel Santos-Guarujá. A União responde por metade do aporte público, mas a outra metade cabe ao governo de São Paulo.

A parcela paulista é coberta por um empréstimo do Banco do Brasil, garantido pela União. Portanto, o crédito não veio do BNDES, como também afirma a checagem do MSN.

Como é dividido o financiamento do túnel Santos-Guarujá?

A União banca metade do aporte público, enquanto o governo paulista responde pela outra metade, financiada por crédito do Banco do Brasil. A garantia federal cobre esse empréstimo, mas não transforma a parcela estadual em dinheiro pago diretamente pela União.

InfográficoDimensões do túnel

Características previstas para a ligação entre Santos e Guarujá

1,5 km
Extensão totalTrajeto entre Santos e Guarujá
  • 1,5 kmExtensão totalTrajeto entre os municípios
  • pelo menos 870 metrosTrecho submersoSob o canal
  • menos de 2 minutosTempo de travessiaPrevisão do projeto
  • 3Faixas por sentidoUma adaptada para VLT
  • 30 anosConcessãoPrazo previsto
Fonte: Material de referência (Wikipédia)Folha de Negócios

As checagens não informam o valor exato de cada metade do aporte público. A referência sobre o projeto estima o investimento total em R$ 6,8 bilhões, mas não detalha a divisão das parcelas públicas entre os governos.

Como será o túnel Santos-Guarujá?

O projeto prevê um túnel submerso de 1,5 km entre Santos e Guarujá, com pelo menos 870 metros sob o canal. A travessia deve levar menos de dois minutos e terá três faixas em cada sentido, uma delas adaptada para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de ciclovia e espaço para pedestres.

A passagem terá cobrança de pedágio pelo sistema Free-Flow. Segundo a referência do projeto, a estrutura será feita com blocos de concreto pré-moldados, dotados de câmaras internas de ar.

Quem vai construir o túnel e quanto custa?

A empresa portuguesa Mota-Engil venceu o leilão da concessão em setembro de 2025 e assinou o contrato da parceria público-privada com o governo paulista em 28 de janeiro de 2026, de acordo com o material de referência. A concessão está prevista para durar 30 anos.

A estimativa de investimento indicada na referência é de R$ 6,8 bilhões. O material atribui R$ 5,14 bilhões ao Estado e à União e R$ 1,78 bilhão à concessionária; as checagens citadas não detalham esses valores nem a divisão entre os governos.

Quando começa a obra e quando o túnel fica pronto?

As sondagens no fundo do estuário começaram em 3 de fevereiro de 2025, segundo a referência. O documento também registrava previsão de início das obras entre meados de 2026 e 2027, conclusão até 2030 e abertura em 2031.

Essa previsão não confirma o estágio atual da obra: as checagens de outubro de 2026 não trazem uma atualização do cronograma.

Foto de capa: Photograph by Mike Peel (www.mikepeel.net)./Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Mais em Economia

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.

Mapa do site