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Apontado como líder do PCC, Roberto Prieto Filho é preso na Bolívia

Foragido desde 2022, ele foi transferido para São Paulo e está no CDP IV de Pinheiros, à disposição da Justiça.

Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho da Baixada e apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, na terça-feira (22). A captura teve apoio da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo, segundo informações divulgadas pela imprensa boliviana e confirmadas no material sobre o caso.

Prieto está desde quarta-feira (23) no Centro de Detenção Provisória IV, em Pinheiros, na capital paulista. Ele era procurado desde janeiro de 2022, quando deixou a cadeia pública anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá após uma invasão armada ao local.

Prisão e transferência para São Paulo

A prisão foi realizada por agentes da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn), da Bolívia, após quase cinco anos de fuga. De acordo com a imprensa boliviana, Prieto foi entregue às autoridades brasileiras e levado ao Brasil sob forte escolta no dia seguinte à captura.

InfográficoCronologia do caso

Datas citadas no histórico de prisão e condenação de Prieto.

  1. 2021ApreensãoCocaína encontrada em imóvel
  2. janeiro de 2022FugaInvasão à cadeia de Guarujá
  3. 22 de setembroPrisãoCaptura na Bolívia
  4. 23 de setembroTransferênciaChegada ao Brasil
Fonte: Agência BrasilFolha de Negócios
Prieto foi capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 22 de setembro.
Prieto foi capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 22 de setembro. — Foto: Rodolfo Barriga/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A Polícia Federal e a Polícia Civil paulista informaram que não comentam prisões nem operações em andamento. Ainda conforme a imprensa boliviana, agentes brasileiros que participaram da ação também buscavam André Oliveira Macedo, o André do Rap, mas ele não foi localizado.

Condenação e posição da defesa

Prieto foi condenado sem comparecer ao julgamento a 20 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A sentença está ligada, entre outros pontos, à apreensão de pouco mais de um quilo de cocaína pura em 2021, em imóvel que a acusação atribuiu a ele.

Ao analisar a prisão recente, o juiz André Rossi, da 1ª Vara Criminal de Guarujá, considerou válido o cumprimento do mandado e a transferência ao país. Segundo a decisão mencionada no processo, a custódia é necessária para a instrução criminal e para garantir a aplicação da lei penal, diante da fuga internacional.

O advogado Áureo Tupinambá de Oliveira Filho afirmou à Agência Brasil que tenta anular a condenação de primeira instância e obter a liberdade do cliente. A defesa sustenta haver falhas processuais, incluindo questionamentos sobre a decisão que autorizou a busca de 2021, e diz que o processo ainda não teve decisão definitiva.

Próximos passos

Prieto permanece à disposição da Justiça no CDP IV, em São Paulo. O Ministério Público de São Paulo sustentou, na denúncia, que o resgate ocorrido em 2022 indicaria a permanência da associação para o tráfico; a defesa contesta a condenação e busca sua anulação.

Com informações de ac24horas.com.

Foto de capa: Rovena Rosa/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.