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Precatórios: CNJ apresenta proposta para agilizar pagamentos e ampliar transparência

Texto será apresentado em sessão plenária em 20 de outubro, mas não deve ser votado no mesmo dia.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresenta em 20 de outubro de 2026 a versão final de uma proposta para aprimorar a gestão dos precatórios, dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça. A conselheira Andréa Cunha Esmeraldo leva o texto à sessão plenária do órgão, marcada para as 10h, em Brasília.

A proposta busca tornar os procedimentos mais ágeis e transparentes e ampliar a cooperação entre as instituições envolvidas. Segundo a CNN Brasil, o texto não deve ser votado na sessão: o presidente do CNJ, Edson Fachin, costuma apresentar propostas antes de submetê-las à análise dos conselheiros.

O que são precatórios e como funcionam

Precatórios são requisições de pagamento emitidas contra a Fazenda Pública depois de uma condenação judicial definitiva. Em vez de penhorar bens do poder público, a Justiça formaliza a dívida para que ela seja incluída no orçamento e paga pelo ente devedor.

Depois que o tribunal recebe a requisição, o valor segue os procedimentos orçamentários e a ordem de pagamento aplicável. O CNJ aponta que atrasos sucessivos, falta de padronização administrativa, dados nacionais incompletos e dificuldade de acesso a informações estão entre os problemas que a política pretende enfrentar.

O que muda com a proposta do CNJ

Se aprovada, a política orientará tribunais federais, estaduais e regionais do trabalho a padronizar procedimentos e divulgar informações claras sobre os precatórios sob sua gestão. A minuta também prevê canais de atendimento aos credores e medidas para reduzir ações judiciais repetitivas.

O texto propõe incentivar formas de quitar a dívida além do pagamento tradicional em dinheiro. Uma delas é a compensação tributária: o credor usa o valor do precatório para abater ou quitar impostos e débitos com o governo que deve o pagamento. Outra possibilidade é usar o crédito para adquirir bens, direitos ou participações pertencentes a esse governo. Segundo o CNJ, as duas alternativas estão previstas na Constituição, mas são pouco utilizadas.

Quando as medidas podem começar

A implementação gradual está prevista para 2027, caso a política seja aprovada. Nesse cenário, um plano de ação deverá definir cronograma, metas e unidades responsáveis; a proposta ainda precisa passar pela análise dos conselheiros.

InfográficoPróximos passos da proposta

Apresentação, previsão de lançamento de painel e início gradual das medidas.

  1. 20 de outubro de 2026Proposta apresentadaSessão plenária às 10h
  2. novembro de 2026Painel Nacional de DadosLançamento previsto pelo ministro
  3. 2027Medidas da políticaInício gradual, se aprovada
Fonte: Conselho Nacional de JustiçaFolha de Negócios

A discussão faz parte de outras iniciativas do CNJ relacionadas à fiscalização dos precatórios. O ministro Edson Fachin também afirmou que o órgão pretende lançar em novembro o Painel Nacional de Dados, que reunirá informações sobre precatórios de todo o país.

Foto de capa: Gil Ferreira/Wikimedia Commons (Public domain)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.