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Impostos e Contas Públicas

Contas públicas de Londrina têm déficit estimado em R$ 205 milhões em 2026

Prefeitura atribui o desequilíbrio à situação financeira herdada de 2025 e à queda de receitas do IPVA e do Fundeb; medidas incluem restrição de horas extras e corte de gastos.

A Prefeitura de Londrina estima um déficit de R$ 205 milhões nas contas públicas de 2026. A situação voltou ao centro das discussões no município e foi relatada pela Folha de Londrina em 19 de outubro de 2026; segundo a administração, o desequilíbrio decorre de dificuldades financeiras do ano passado e da frustração de receitas neste ano.

A queda na arrecadação do IPVA e a entrada de recursos do Fundeb abaixo do esperado estão entre os fatores apontados pela prefeitura. Para conter os gastos, a gestão municipal contingenciou despesas e restringiu horas extras, sem anunciar aumento de impostos.

O que explica o déficit nas contas públicas de Londrina?

A prefeitura atribui o déficit à combinação entre o desequilíbrio financeiro de 2025, ainda não totalmente resolvido, e receitas menores que as previstas em 2026. Entre as frustrações de arrecadação estão o IPVA e o Fundeb, que também recebe recursos provenientes do imposto sobre veículos.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná, os repasses de IPVA a Londrina caíram aproximadamente 29% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. A redução correspondeu a quase R$ 57 milhões.

Quanto a prefeitura prevê perder com IPVA e Fundeb?

A estimativa municipal é de uma perda de cerca de R$ 72 milhões com o IPVA até o fim de 2026. Para o Fundeb, a prefeitura calcula uma frustração de aproximadamente R$ 24 milhões em relação ao valor previsto.

InfográficoO déficit de Londrina em números

Estimativas municipais e dados de repasses do IPVA em 2026.

R$ 205 milhões
Déficit estimadoNas contas públicas de 2026
  • R$ 205 milhõesDéficit estimadoContas públicas de 2026
  • aproximadamente 29%Queda nos repassesIPVA, janeiro a setembro
  • R$ 72 milhõesPerda prevista de IPVAProjeção até o fim de 2026
  • aproximadamente R$ 24 milhõesFrustração no FundebEm relação ao valor projetado
Fonte: Prefeitura de Londrina e Secretaria de Estado da Fazenda do ParanáFolha de Negócios

O secretário municipal de Fazenda, Eder Pires, relacionou a queda do IPVA à redução da alíquota, de 3,5% para 1,9%, sancionada em setembro de 2025. Naquele momento, segundo ele, o orçamento municipal já tramitava na Câmara. A prefeitura também esperava que veículos registrados em outros estados fossem transferidos para o Paraná, o que poderia compensar parte da perda; a arrecadação, porém, caiu.

Como a prefeitura está ajustando as contas?

A administração municipal está reduzindo e controlando despesas, em vez de aumentar impostos, segundo Pires. As medidas já mencionadas incluem contingenciamento de gastos e restrição de horas extras.

A prefeitura não detalhou quais investimentos ou serviços podem ser afetados. A reportagem da Folha de Londrina registra que gestores de municípios da região relataram represamento de investimentos como uma alternativa para preservar serviços essenciais durante o período de contenção.

O que são contas públicas?

Contas públicas abrangem a arrecadação de recursos pelo poder público, a administração desse dinheiro e os gastos para manter o Estado e atender necessidades coletivas. No caso de Londrina, a queda de receitas e as medidas de contenção fazem parte do esforço para equilibrar o orçamento sem comprometer políticas públicas.

A prefeitura ainda precisa enfrentar o déficit e elaborar um plano de recuperação. A reportagem aponta que a transparência sobre as perdas, as prioridades, as despesas revistas e os investimentos que podem ser afetados permite à população acompanhar as escolhas da gestão.

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.