Protestos na Europa: atos em seis países cobram educação e moradia
Manifestações ocorreram entre 13 e 18 de outubro de 2026, com pautas que também incluem custo de vida e serviços públicos.
Manifestações em massa foram registradas entre 13 e 18 de outubro de 2026 na França, Espanha, Itália, Albânia, Bélgica e Portugal. Liderados principalmente por jovens, os protestos na Europa reuniram reivindicações por melhorias na educação, moradia mais acessível e respostas ao alto custo de vida.
As pautas variaram de um país para outro. Na França, os atos se ampliaram para incluir críticas ao custo de vida e ao governo; na Espanha e em Portugal, a moradia esteve entre os principais motivos das manifestações, enquanto estudantes também protestaram contra condições de ensino em outros países.
O que motivou os protestos na Europa?
Os protestos foram motivados por questões diferentes em cada país, segundo a reportagem do Metrópoles. Educação, moradia, custo de vida e precarização dos serviços públicos apareceram entre as principais reivindicações.
- França: o movimento começou com cobranças por melhorias na educação e passou a incluir críticas ao custo de vida e ao governo de Emmanuel Macron.
- Espanha: manifestantes protestaram contra o custo da moradia e defenderam maior controle dos aluguéis. Também houve atos por mais recursos para a educação e melhores condições de trabalho para professores.
- Itália: os atos cobraram medidas contra a precarização dos serviços públicos e o aumento do custo de vida.
- Albânia: estudantes exigiram a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama e cobraram melhorias nas universidades e no custo da educação.
- Bélgica: estudantes de ensino médio protestaram contra o custo da educação e reformas que, segundo eles, dificultariam o acesso às universidades.
- Portugal: as manifestações foram motivadas por uma reforma aprovada no fim de setembro, que facilita despejos e elimina o controle de preços em novos contratos de aluguel.
Qual foi a dimensão dos protestos na França?
Mais de 500 mil pessoas participaram dos atos na França no fim de semana de 17 e 18 de outubro, segundo a reportagem. Só em Paris, mais de 110 mil pessoas foram às ruas.
Balanço dos atos do fim de semana de 17 e 18 de outubro de 2026.
- Mais de 500 milParticipantes na Françano fim de semana
- Mais de 110 milManifestantes em Parisna capital francesa
- Mais de 2 milPessoas presasnos dias 17 e 18
- 600Policiais feridossegundo balanço do governo
- Mais de 3 milEmpresas afetadassegundo o ministro do Interior
O balanço do governo francês registrou mais de 2 mil prisões e 600 policiais feridos nos dois dias. Um jovem morreu em Paris após sofrer uma parada cardíaca; a reportagem não informa outras circunstâncias. Segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, os atos e os episódios de violência afetaram mais de 3 mil empresas. A partir de 19 de outubro, alguns municípios passaram a ter toque de recolher, e o governo não descartou declarar estado de emergência nacional.
Como a moradia entrou nos protestos na Espanha?
Na Espanha, os atos por moradia começaram em setembro, com cobranças por aluguéis mais acessíveis e maior controle dos valores. As manifestações ganharam força após a retirada de Maricarmen Abascal, de 87 anos, do apartamento onde viveu por 70 anos, em Madri.
A reportagem informa que o prédio havia sido comprado por uma empresa privada e que o aluguel aumentou 275%, impedindo a moradora de pagar. Um acordo permitiu que ela voltasse ao imóvel, mas Abascal morreu no início de outubro, por causas não divulgadas. Protestos por educação também ocorreram em Madri, e professores estavam em greve por tempo indeterminado, cobrando reajustes salariais, equipes maiores e menos alunos por sala.
O que é um protesto e para que serve?
Um protesto é uma manifestação pública de uma pessoa ou de um grupo contra uma situação ou decisão. Pode servir para tornar uma reivindicação conhecida, tentar influenciar a opinião pública ou pressionar por mudanças nas políticas do governo.
Entre as formas de protesto estão marchas, piquetes, greves, manifestações de rua e ocupações. Os participantes também podem recorrer à ação direta para tentar promover as mudanças que defendem.
Foto de capa: Yann Caradec from Paris, France/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
