Passageiro é suspenso por seis meses após indisciplina em voo da Azul
Caso entre Belém e Campinas foi o primeiro enquadrado como gravíssimo sob a nova regra da Anac.
Um passageiro teve o direito de embarcar em voos suspenso por seis meses após um episódio de indisciplina em uma viagem da Azul entre Belém (PA) e Campinas (SP), em 18 de setembro. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ele também recebeu multa de R$ 17,5 mil.
De acordo com a Anac, o homem expôs a genitália e urinou na galley, área usada pela tripulação para preparar alimentos e bebidas, diante de outros passageiros. A equipe de bordo interveio e, no desembarque, ele foi levado à Polícia Federal; o passageiro ainda pode apresentar defesa no processo, mas a suspensão já está em vigor.
Primeiro caso sob a nova resolução
A Anac informou que este foi o primeiro caso punido como ato gravíssimo desde a entrada em vigor, em 14 de setembro, da resolução que criou novas sanções para passageiros indisciplinados. A Azul classificou a ocorrência como gravíssima e comunicou a decisão à agência e às demais companhias aéreas do país.
Com isso, o nome do passageiro entrou na lista nacional de pessoas impedidas de embarcar, compartilhada entre as empresas que operam voos domésticos regulares. A norma prevê que atos gravíssimos podem resultar em multa, cancelamento da viagem e suspensão do direito de voar por seis ou 12 meses.
Regras preveem punições graduais
As medidas da Anac variam conforme a gravidade da conduta. Nos episódios mais leves, a empresa deve orientar o passageiro; nessa classificação estão, por exemplo, o descumprimento de instruções da tripulação, o uso de aparelhos proibidos e tumultos durante o voo.
Para atos graves, a punição prevista inclui multa de R$ 17,5 mil. A Anac cita como exemplos agressões verbais, danos a equipamentos, ameaças a tripulantes e fumar a bordo.
Ocorrências cresceram em 2026
Desde que a resolução passou a valer, a Anac registrou oito ocorrências de indisciplina: sete graves e uma gravíssima. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) apontam 881 registros no transporte aéreo entre janeiro e junho de 2026, dos quais 154 afetaram diretamente a segurança operacional.
Registros contabilizados pela Abear entre janeiro e junho de 2026.
- 881Ocorrênciasjaneiro a junho de 2026
- 154Impacto na segurançasegundo a Abear
- 22%Crescimentoante mesmo período anterior
Segundo a Abear, o total de ocorrências no primeiro semestre cresceu 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. As novas regras foram divulgadas em meio a esse aumento de registros.
O que muda para passageiros
A resolução permite que companhias e a Anac apliquem punições progressivas a comportamentos que prejudiquem a operação ou a segurança do voo. Nos casos mais graves, a restrição de embarque passa a valer para todas as empresas que fazem voos domésticos regulares no país.
Com informações de g1.
Foto de capa: Elza Fiúza/ABr/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)
