Lula supera Flávio Bolsonaro no índice de popularidade digital
Dados da Quaest divulgados em 17 de outubro mostram a mudança no indicador durante os primeiros dias do segundo turno.
Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro no Índice de Popularidade Digital (IPD) durante o início do segundo turno das eleições presidenciais. Em dados da Quaest divulgados em 17 de outubro, o presidente marcou 82,6 pontos, ante 76,4 do senador, em uma medida da presença e da repercussão dos políticos na internet.
A mudança ocorreu após Flávio começar o período à frente. O indicador não mede intenção de voto, e a alteração foi relacionada a mudanças nas estratégias de comunicação das campanhas, com ampliação das ações digitais de Lula.
A virada no indicador
No domingo do primeiro turno, 4 de outubro, Flávio tinha 80 pontos e Lula, 70,7. Até 15 de outubro, a pontuação do presidente avançou 11,9 pontos, enquanto a do senador recuou 3,6. A diferença, que era de 9,3 pontos a favor de Flávio, passou a 6,2 pontos a favor de Lula.
Comparação entre o primeiro turno e os dados de outubro.
- Lulapontos no IPD70,782,6
- Flávio Bolsonaropontos no IPD8076,4
Os números divulgados pela Folha de S.Paulo em 17 de outubro retratam a atividade digital dos candidatos nesse intervalo. Eles não indicam, por si só, que Lula tenha conquistado eleitores ou que Flávio tenha perdido votos.
O que o IPD mede
A Quaest acompanha a atuação dos políticos em redes como Instagram, Facebook, X, TikTok e YouTube, além de buscas no Google e na Wikipédia. O índice considera alcance das publicações, curtidas, comentários, compartilhamentos, mobilização de seguidores e repercussão positiva ou negativa.
Um conteúdo criticado também pode ganhar visibilidade, sem que isso signifique apoio ao candidato. O cálculo reúne 175 variáveis digitais e, segundo a fonte, tenta considerar a atuação de robôs para reduzir distorções. A pontuação vai de zero a 100.
O que os números não mostram
O IPD é uma comparação da presença dos candidatos na internet, não uma pesquisa eleitoral baseada em entrevistas com uma amostra de eleitores. Por isso, a mudança na pontuação não permite concluir quantas pessoas apoiam cada um ou como pretendem votar.
Foto de capa: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
