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Influenciadores: 23% dos pequenos negócios já usaram, diz Sebrae

Sondagem Sebrae/FGV ouviu 3.114 empreendedores em setembro; entre os que usaram influenciadores, visibilidade foi o resultado mais citado.

23% dos pequenos negócios participantes de uma sondagem do Sebrae com a FGV disseram já ter usado influenciadores digitais para divulgar produtos, serviços ou a marca. Outros 73% responderam que não haviam utilizado essa estratégia, enquanto 4% não souberam informar.

Os números constam do relatório original da pesquisa, referente a setembro de 2026, apresentado em comunicado do Sebrae de 5 de novembro. O levantamento registra a percepção dos empresários, sem medir diretamente o efeito das campanhas sobre o faturamento.

Uso de influenciadores ainda é minoritário

A proporção de 23% reúne microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas. No detalhamento por porte, o relatório apresenta 22% entre os MEI e 24% entre as MPE. Portanto, o dado agregado não significa que todos os grupos tiveram exatamente a mesma participação.

O comércio aparece com a maior utilização entre os setores pesquisados: 28%. Serviços registraram 21%, e a indústria, 19%. Esses percentuais descrevem o uso declarado, sem indicar quanto cada negócio investiu ou qual campanha teve maior retorno financeiro.

O que os negócios disseram perceber

A pergunta sobre resultados foi respondida somente por quem afirmou já ter utilizado influenciadores. Era possível marcar mais de uma alternativa; os percentuais não representam partes de um total de 100%. Entre as respostas, ganhar visibilidade foi mais frequente do que relatar aumento de vendas.

Alguns resultados percebidos entre os pequenos negócios que já usaram influenciadores
Resultado Percentual
Mais visibilidade da empresa ou marca 35%
Novos clientes 20%
Aumento de vendas 14%
Sem resultado perceptível ou ainda sem possibilidade de avaliar 32%

A última categoria reúne duas situações diferentes: ausência de resultado percebido e avaliação ainda pendente. O relatório não permite separá-las. Também não autoriza tratar os resultados favoráveis como lucro comprovado ou garantia de que outra empresa obterá o mesmo desempenho.

Por que os índices de 23% e 14% têm bases diferentes?

Os 23% indicam quem já usou influenciadores no conjunto pesquisado. Os 14% sobre vendas consideram somente os negócios que já usaram. Não é correto subtrair um percentual do outro para avaliar sucesso das campanhas.

Como os dados foram coletados

A coleta ocorreu de 1º a 30 de setembro de 2026 e reuniu 3.114 respostas: 1.935 de MEI e 1.179 de MPE, nos setores de comércio, serviços e indústria em todo o país. Foram obtidas 42% das respostas por telefone e 58% por e-mail.

A apresentação consultada não informa margem de erro, pesos de ponderação nem o número absoluto de participantes de cada recorte da pergunta sobre resultados. Por isso, não cabe projetar quantidades de usuários a partir dos percentuais ou atribuir eficácia causal à estratégia.

A pesquisa também recebeu cobertura da Folha de S.Paulo em 4 de novembro. Para organizar a operação comercial digital além da divulgação, consulte nosso guia de como trabalhar com venda online.

Ilustração editorial criada com inteligência artificial; não representa participantes da pesquisa nem uma empresa real.

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Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.

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