Flávio Bolsonaro diz que Eduardo não será chanceler em eventual governo
Em sabatina na TV Globo, o candidato também afirmou que Jair Bolsonaro nunca conversou com ele sobre cargos.
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou em sabatina na TV Globo, nesta sexta-feira, 16 de outubro, que o irmão Eduardo não será chanceler caso ele vença a eleição presidencial de 25 de outubro. O senador disse que o ex-deputado está nos Estados Unidos e classificou como perseguição política a situação enfrentada por ele no Brasil.
Flávio também declarou que Jair Bolsonaro nunca tratou com ele sobre cargos em um eventual governo. A possibilidade de Eduardo assumir o Ministério das Relações Exteriores ganhou força, segundo a reportagem da Veja, por sua permanência nos Estados Unidos e por sua relação com integrantes do governo de Donald Trump.
O que Flávio disse sobre Eduardo
Na sabatina, Flávio negou que o irmão vá ocupar o posto de chanceler. Ele afirmou que Eduardo está fora do país denunciando o que considera arbitrariedades no Brasil. Eduardo é ex-deputado federal e está nos Estados Unidos há mais de um ano, de acordo com a reportagem.
O Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo a pouco mais de quatro anos de prisão por coação em processo. Segundo a decisão descrita pela Veja, ele tentou atrapalhar o julgamento da trama golpista no STF e criar instabilidade entre o governo Trump, ministros da Corte e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Jair Bolsonaro e cargos no governo
Flávio afirmou que o pai nunca discutiu com ele a possibilidade de ocupar um cargo em seu eventual governo e disse que esse tema não está no radar. Ele também declarou que se sentiria privilegiado se precisasse consultar um ex-presidente da República.
Números mencionados na reportagem sobre a sabatina e os Bolsonaro.
- 16 de outubroSabatinaNa TV Globo
- 25 de outubroEleição presidencialData informada na reportagem
- Pouco mais de 4 anosCondenação de EduardoPor coação em processo
- Mais de um anoTempo nos EUAEduardo Bolsonaro
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista e está inelegível por decisões do Tribunal Superior Eleitoral. A reportagem informa que uma eventual revisão criminal poderia livrá-lo da condenação e que, nesse caso, ele ficaria livre para disputar eleições futuras.
Com informações de veja.abril.com.br.
Foto de capa: Agência Senado/Wikimedia Commons (Attribution)
