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Educação do Acre nega carne imprópria em escola de Cruzeiro do Sul

Secretaria afirma que vídeo atribuído à Escola Maria de Nazaré Santiago é antigo e não foi gravado na unidade.

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) negou que carnes mostradas em um vídeo tenham sido entregues à Escola Estadual Maria de Nazaré Santiago, na Vila São Pedro, zona rural de Cruzeiro do Sul. Segundo o órgão, a gravação é antiga, foi retirada de contexto e não mostra a cozinha da unidade.

O vídeo circulou enquanto estudantes da escola reclamavam da quantidade e da variedade da alimentação oferecida. Alunos relataram que, em algumas ocasiões, a merenda se limitava a ovos e bolachas e não seria suficiente para o período integral; uma estudante também afirmou que houve liberações antecipadas por falta de comida.

Reclamações atingiram outra escola

No mesmo período, o Colégio Estadual Armando Nogueira, em Rio Branco, comunicou que os alunos seriam liberados às 11h45 na segunda-feira, 21, devido à falta de proteína na alimentação. A situação é distinta da registrada em Cruzeiro do Sul, mas os dois casos colocaram a merenda da rede estadual em debate.

A SEE informou que as imagens recebidas como denúncia não têm relação com a Maria de Nazaré Santiago. De acordo com a secretaria, atribuir o material à escola pode induzir o público a uma conclusão falsa, e o órgão fornecerá às autoridades informações para apurar como o vídeo começou a circular associado à unidade.

Diretor registrou boletim de ocorrência

Após a publicação do vídeo, o diretor da Escola Maria de Nazaré Santiago registrou o boletim de ocorrência nº 00088168/2026. À Polícia Civil, ele declarou que a unidade não recebeu carnes impróprias para consumo e que a cozinha exibida na gravação não pertence à escola.

Ainda segundo o diretor, as carnes são vistoriadas no momento das entregas. Ele pediu retratação ao portal que divulgou o conteúdo e afirmou não saber identificar a escola onde o vídeo teria sido gravado.

Regras para recebimento dos alimentos

A secretaria citou a Instrução Normativa SEE nº 4/2024, que obriga as escolas a conferir os produtos quando são entregues. A verificação deve considerar itens como embalagem, prazo de validade, odor, cor, textura e temperatura.

Produtos considerados inadequados ou fora das condições previstas em contrato devem ser recusados, com comunicação ao Departamento de Alimentação e Nutrição Escolar (DEANE), informou a SEE.

Com informações de ac24horas.com.

Foto de capa: Gabriel-AC/Wikimedia Commons (Public domain)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.