Desinformação eleitoral: Nunes Marques cobra responsabilidade antes do 2º turno
Presidente do TSE alertou que narrativas políticas não devem espalhar informações falsas e informou que 444 locais de votação haviam sido alterados até 19 de outubro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, cobrou responsabilidade de instituições, candidatos, políticos, juízes e cidadãos diante da desinformação eleitoral. Em declaração ao Estadão em 19 de outubro de 2026, a seis dias do segundo turno, ele alertou que narrativas políticas não podem gerar informações falsas e disse que elas podem prejudicar a democracia.
O ministro também afirmou que a Justiça Eleitoral continuará oferecendo informações confiáveis aos eleitores. O alerta foi feito após um debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, no qual os candidatos discutiram dados da administração pública e investigações criminais.
O que é desinformação eleitoral
Desinformação eleitoral é a divulgação intencional de informações falsas, distorcidas ou tendenciosas para influenciar a opinião pública durante uma eleição. Ela se diferencia de um erro compartilhado sem intenção de enganar: a desinformação é produzida ou difundida com o propósito de induzir o público ao engano.
O TSE afirmou que informações falsas podem causar danos à democracia. Nunes Marques disse que o trabalho de comunicação da Justiça Eleitoral não deve ser subordinado a narrativas políticas.
Qual é o papel da Justiça Eleitoral
Segundo Nunes Marques, a Justiça Eleitoral trabalha para oferecer informação de qualidade aos eleitores e de forma transparente. O presidente do TSE pediu que os diferentes participantes do processo eleitoral ajam com responsabilidade.
A declaração foi dada no dia seguinte ao debate da Band entre Lula e Flávio Bolsonaro. De acordo com a reportagem do R7, uma checagem das afirmações feitas no encontro classificou como descontextualizada, enganosa ou falsa a maioria das declarações de Flávio que foram analisadas. Lula também fez afirmações consideradas enganosas, exageradas ou imprecisas.
Por que locais de votação podem mudar
Alterações nos locais de votação entre o primeiro e o segundo turno são esperadas, segundo o TSE, e são coordenadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) conforme necessidades locais. Até 19 de outubro de 2026, o tribunal havia contabilizado 444 mudanças, mas o total ainda poderia ser atualizado até o domingo seguinte, de acordo com a reportagem.
Entre os motivos citados estão previsões de chuva forte com risco de alagamento em zonas eleitorais e condições adversas observadas no local durante o primeiro turno. No intervalo entre os turnos de 2022, as mudanças atingiram cerca de 5.800 locais de votação, segundo o TSE.
Foto de capa: TSE – Tribunal Superior Eleitoral/Wikimedia Commons (Public domain)
