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Após perder emprego, costureira transforma ajustes em pequena oficina

Relato mostra como controle de custos, prazos e contas separadas ajudou Lúcia a organizar o trabalho.

Lúcia, de 52 anos, começou a fazer ajustes de uniformes na mesa da cozinha após perder o emprego em uma confecção, segundo relato publicado pela Catraca Livre. O primeiro serviço foi a barra de dois uniformes escolares levados por uma vizinha, pelo qual ela cobrou R$ 24.

Sem clientes próprios e com uma máquina antiga que apresentava falhas, ela passou a registrar encomendas, recebimentos e datas de entrega em um caderno. A atividade avançou aos poucos: depois de quase um ano, comprou uma máquina usada e, no segundo ano, alugou um pequeno cômodo para trabalhar.

Preço passou a considerar tempo e material

Nos primeiros dois meses, a renda oscilou. Segundo o relato, em algumas semanas entraram R$ 280, enquanto em outras quase não houve recebimentos.

Lúcia percebeu que serviços mais demorados eram cobrados pelo mesmo valor de ajustes simples. Para rever os preços, passou a cronometrar cada tipo de reparo e incluiu no caderno os custos de material, energia, transporte e o tempo de trabalho.

Máquina parada expôs falta de reserva

Em uma semana de pouco movimento, a máquina emperrou quando havia quatro peças a entregar. O conserto custaria R$ 190, valor que ela não tinha guardado porque os pagamentos dos serviços eram usados de imediato nas despesas domésticas.

Ela avisou as clientes antes do fim do prazo, devolveu uma encomenda sem cobrar e pediu mais três dias para as demais. Uma amiga emprestou outra máquina por duas tardes, permitindo que parte dos pedidos fosse concluída.

Separação das contas orientou a rotina

Em um curso gratuito de gestão oferecido no bairro, Lúcia recebeu orientação para separar o dinheiro do trabalho das contas da casa e reservar recursos para materiais e manutenção. Quando havia sobra, ela passou a guardar R$ 40 ou R$ 60, sem definir uma meta fixa nos meses de menor movimento.

InfográficoNúmeros da organização da oficina

Valores e períodos citados no relato publicado pela Catraca Livre.

R$ 190
Conserto da máquinavalor sem reserva disponível
  • R$ 24Primeiro serviçoduas barras de uniformes
  • R$ 280Semanas iniciaisem algumas semanas
  • R$ 190Conserto da máquinaquatro peças a entregar
  • R$ 40 ou R$ 60Reserva guardadaquando havia sobra
  • quase um anoCompra de máquinaapós iniciar os ajustes
  • segundo anoAluguel do cômodocom despesas divididas no início
Fonte: Catraca LivreFolha de Negócios

A costureira também recusou salas cujo aluguel consumiria quase toda a média de encomendas. Mais tarde, dividiu inicialmente as despesas do novo espaço com outra profissional e contratou uma ajudante por algumas semanas durante a volta às aulas.

Como ficou o trabalho

Na oficina, as roupas passaram a ser identificadas com nome, prazo e tipo de serviço. Lúcia informou que acompanha os serviços pagos, as compras de material, as despesas fixas e o valor que pode separar para o mês seguinte.

Segundo o relato, a oficina passou a pagar as próprias despesas e a contribuir regularmente para a casa, embora o movimento varie conforme o período. Ela também passou a recusar encomendas que não consegue concluir dentro do prazo combinado.

Com informações de msn.com, catracalivre.com.br.

Foto de capa: Minette Lontsie/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.