Austrália chega renovada para enfrentar o Brasil após a Copa do Mundo
Adversária da seleção brasileira trocou a Oceania pela Ásia em 2006 e soma presença em todos os Mundiais desde então.
A Austrália será a primeira adversária da seleção brasileira após a Copa do Mundo, em um amistoso que marca mais uma etapa de renovação da equipe brasileira. O confronto reunirá duas seleções em transição, segundo levantamento do site oGol.
O histórico favorece o Brasil: em oito partidas, foram seis vitórias brasileiras, um empate e um triunfo australiano, obtido em 2001. A Austrália, porém, viveu seus melhores resultados no século XXI, especialmente depois de passar a disputar as eliminatórias asiáticas em 2006.
Mudança para a Ásia ampliou competitividade
A seleção australiana deixou a disputa pelas vagas da Oceania para jogar na Confederação Asiática, buscando mais competitividade e a possibilidade de classificação direta à Copa do Mundo. Desde então, esteve em todas as edições do torneio: 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026.
Dados da seleção australiana no período citado pela fonte.
- 2Mata-matas recentesNas últimas duas Copas
- 2015Título asiáticoCopa da Ásia
- 21Jogos de PopovicNo comando da seleção
A equipe avançou ao mata-mata nas duas últimas Copas. Em 2022, passou por Dinamarca e Tunísia no grupo liderado pela França e foi eliminada pela Argentina; em 2026, superou a fase de grupos em uma chave com Turquia, Estados Unidos e Paraguai, antes de cair nos pênaltis para o Egito, nos 16 avos de final.
Na Copa da Ásia, a Austrália chegou ao mata-mata em todas as participações desde 2007. Foi vice em 2011, conquistou o título em 2015 e caiu nas quartas de final nas edições de 2019 e 2024.
Convocação tem estreantes e jogadores de destaque
A lista australiana para os amistosos reúne 26 atletas, dos quais sete são estreantes e 16 fizeram parte do grupo na última Copa. O goleiro Matthew Ryan, de 34 anos e terceiro jogador com mais partidas pela seleção, não aparece entre os convocados.
Entre os nomes experientes estão o goleiro Izzo, os zagueiros Geria e Degenek e o meia Jackson Irvine. O grupo também mantém atletas que se destacaram no Mundial, como Souttar, Patrick Beach e Okon-Engstler.
Beach, de 23 anos, defende o Troyes e teve atuação consistente na Copa, de acordo com o oGol. Circati e Irankunda formam outra dupla observada: o zagueiro de 22 anos foi contratado pelo Benfica por 18 milhões de euros, enquanto o atacante de 20 anos chegou ao Sporting após passagem pelo Watford, por 15 milhões de euros.
Estilo de Tony Popovic
A equipe é comandada por Tony Popovic, no cargo desde 2024, quando substituiu Graham Arnold. Em 21 jogos, o treinador soma 11 vitórias, cinco empates e cinco derrotas.

Ex-zagueiro, Popovic organiza a Austrália com prioridade defensiva, sobretudo contra adversários de maior qualidade técnica. O time costuma atuar com três zagueiros, explorar transições diretas e usar os corredores laterais, além de apostar na força física em bolas aéreas e jogadas de escanteio ou falta.
Retrospecto do confronto
| Resultado em Brasil x Austrália | Total |
|---|---|
| Vitórias do Brasil | 6 |
| Empates | 1 |
| Vitórias da Austrália | 1 |
| Jogos disputados | 8 |
O único triunfo australiano no duelo ocorreu em 2001. As demais partidas foram disputadas em amistosos, Copa das Confederações e Copa do Mundo.
Com informações de msn.com, ogol.com.br.
Foto de capa: Bryan Berlin/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
