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Empreendedorismo

O que é empreendedorismo: conceito, origem, tipos e importância

Empreendedorismo é a capacidade de identificar uma oportunidade ou um problema e transformá-lo em um projeto que gera valor, seja um negócio próprio, uma inovação dentro de uma empresa ou uma iniciativa social. Quem empreende organiza recursos (dinheiro, pessoas, tempo e conhecimento), assume riscos e busca resultados, que podem ser lucro, impacto social ou ambos.

A palavra vem do verbo “empreender”, de origem latina, e o conceito ganhou força na economia com autores como Richard Cantillon, no século XVIII, e Joseph Schumpeter, no século XX, que ligou o empreendedor à inovação. No Brasil, o tema está associado à abertura de pequenos negócios, à formalização como MEI e ao apoio de instituições como o Sebrae.

Pergunta Resposta direta
O que é Transformar oportunidades em projetos que geram valor
Origem da palavra Latim “imprehendere”: tentar, pôr em execução
Quem popularizou o termo Cantillon, Say, Schumpeter e Drucker
Principais tipos Por necessidade, por oportunidade, social, digital, intraempreendedorismo
Para que serve Gera renda, empregos, inovação e soluções sociais
Onde buscar apoio Sebrae e Portal do Empreendedor

O que quer dizer empreender?

Empreender quer dizer decidir realizar algo difícil ou novo e colocar esse plano em prática, assumindo responsabilidade pelo resultado. O verbo vem do latim imprehendere (ou imprendere), que significa “tentar”, “pôr em execução” ou “lançar-se a uma tarefa”. Do mesmo tronco surgiu o francês entrepreneur, termo que deu origem à palavra “empreendedor”.

Na prática, empreender não se limita a abrir uma empresa. Um funcionário que cria um novo processo, um professor que lança um projeto comunitário ou um artesão que começa a vender pela internet também estão empreendendo. O ponto em comum é a atitude: enxergar uma necessidade, propor uma solução e executá-la.

Como se escreve empreendedorismo

A grafia correta é empreendedorismo, com “pre” seguido de “en”: em-pre-en-de-do-ris-mo. Erros frequentes são “empredorismo”, “empreededorismo” e “empreendorismo”. A mesma lógica vale para “empreendedor”, “empreendedora” e “empreender”, sempre com o “e” repetido depois do “pr”.

Como surgiu o termo empreendedorismo?

O termo surgiu na França, onde entrepreneur designava, desde a Idade Média, quem assumia a execução de grandes obras ou expedições. O sentido econômico moderno apareceu no século XVIII com o economista Richard Cantillon, que descreveu o empreendedor como alguém que compra a um preço certo e vende a um preço incerto, assumindo o risco da operação.

No início do século XIX, Jean-Baptiste Say ampliou a ideia: o empreendedor é quem desloca recursos de áreas de baixa produtividade para áreas de maior rendimento. No século XX, Joseph Schumpeter associou o empreendedor à inovação e à chamada “destruição criativa”, processo em que novos produtos e métodos substituem os antigos. Peter Drucker, mais tarde, tratou o empreendedorismo como uma prática que pode ser aprendida e gerida.

Conceito de empreendedorismo segundo autores

Autor Ideia central
Richard Cantillon (séc. XVIII) Empreendedor é quem assume riscos em meio à incerteza
Jean-Baptiste Say (séc. XIX) Move recursos para usos mais produtivos
Joseph Schumpeter (séc. XX) Empreender é inovar e romper padrões existentes
David McClelland (séc. XX) Empreendedor é movido pela necessidade de realização
Peter Drucker (séc. XX) Empreendedorismo é disciplina que se aprende e pratica

No Brasil, a palavra ganhou espaço no vocabulário dos negócios a partir das últimas décadas do século XX, com a expansão das micro e pequenas empresas, a atuação do Sebrae (criado nos anos 1970 como Cebrae) e, depois, com políticas de formalização como o Microempreendedor Individual.

Para que serve o empreendedorismo?

O empreendedorismo serve para transformar ideias em produtos, serviços e soluções que melhoram a vida das pessoas e movimentam a economia. Ele cria fontes de renda para quem empreende, abre vagas de trabalho e estimula a concorrência, o que tende a melhorar preços e qualidade para o consumidor.

  • Geração de renda: permite que a pessoa crie a própria fonte de sustento, muitas vezes como alternativa à falta de emprego formal.
  • Criação de empregos: pequenos negócios contratam funcionários e movimentam fornecedores, prestadores de serviço e o comércio local.
  • Inovação: novas empresas testam tecnologias, modelos de negócio e formas de atender necessidades ainda mal resolvidas.
  • Desenvolvimento local: negócios em bairros e cidades menores reduzem deslocamentos e mantêm recursos circulando na própria região.
  • Impacto social: iniciativas sociais enfrentam problemas como exclusão, desperdício e falta de acesso a serviços básicos.
  • Arrecadação: empresas formalizadas recolhem tributos que financiam serviços públicos.

Do problema ao negócio: as 5 etapas de quem empreende

1. Observar

Identificar um problema ou desejo não atendido.

2. Validar

Conversar com clientes e testar se pagariam pela solução.

3. Planejar

Definir custos, preços, público e forma de venda.

4. Executar

Formalizar, começar a vender e atender bem.

5. Ajustar

Medir resultados e corrigir a rota com frequência.

Quais são os tipos de empreendedorismo?

Os tipos de empreendedorismo mais citados são por necessidade, por oportunidade, social, digital e o intraempreendedorismo, que acontece dentro de empresas já existentes. Há ainda classificações por perfil, como empreendedorismo individual, feminino, coletivo e de franquias. Não existe uma lista oficial fechada: os “7 tipos” que aparecem em buscas são agrupamentos didáticos que mudam de autor para autor.

Tipo Característica principal Exemplo
Por necessidade Empreende por falta de outra fonte de renda Venda de marmitas após demissão
Por oportunidade Identifica uma demanda e decide aproveitá-la Serviço novo em bairro sem oferta
Social Prioriza resolver um problema da sociedade Negócio que emprega pessoas em vulnerabilidade
Digital Opera principalmente pela internet Loja virtual, curso online, aplicativo
Intraempreendedorismo Funcionário inova dentro da empresa Equipe que cria nova linha de produto
Individual Pessoa trabalha sozinha, muitas vezes como MEI Manicure, eletricista, designer autônomo
Coletivo ou cooperativo Grupo se une para produzir e vender Cooperativa de agricultores familiares
Pessoa trabalhando no notebook e embalando pedidos de uma loja virtual em casa
No empreendedorismo digital, a casa pode virar escritório, mas frete e atendimento exigem organização diária.

Empreendedorismo por necessidade e por oportunidade

Essa divisão é usada em pesquisas internacionais como o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que no Brasil é conduzido com participação do Sebrae. O empreendedor por necessidade começa um negócio porque precisa de renda; o por oportunidade parte de uma demanda que identificou. Na prática, as duas motivações se misturam, e um negócio iniciado por necessidade pode crescer e se tornar sólido.

Empreendedorismo social e digital

O empreendedorismo social usa ferramentas de negócio para gerar impacto positivo, e o lucro, quando existe, é reinvestido na causa ou dividido com esse objetivo em mente. Já o empreendedorismo digital reduz custos de estrutura física e permite vender para outras cidades e países, mas exige domínio de marketing online, logística de entrega e atendimento remoto.

Intraempreendedorismo

O intraempreendedorismo, ou empreendedorismo corporativo, ocorre quando colaboradores agem como donos de um projeto dentro da empresa onde trabalham. Eles propõem melhorias, criam produtos ou abrem novos mercados usando a estrutura da organização. Muitas empresas estimulam essa postura com programas internos de ideias e equipes dedicadas à inovação.

Quais são as características do empreendedor e os 4 pilares?

As características mais associadas ao empreendedor são iniciativa, persistência, capacidade de assumir riscos calculados, planejamento e busca constante de informação. Os chamados “4 pilares do empreendedor” também não seguem uma norma única, mas costumam reunir os pontos abaixo.

  1. Visão de oportunidade: enxergar necessidades de clientes e tendências antes de outras pessoas, com base em observação e informação de qualidade.
  2. Planejamento: transformar a ideia em metas, plano de negócio, orçamento e cronograma, reduzindo improvisos e decisões no escuro.
  3. Gestão e finanças: controlar caixa, custos, preços e estoque, separando as contas da empresa das contas pessoais.
  4. Execução e persistência: colocar o plano em prática, aprender com os erros e ajustar o caminho sem desistir no primeiro obstáculo.

Essas competências podem ser desenvolvidas. Cursos de gestão, mentorias e capacitações gratuitas, como as oferecidas pelo Sebrae, ajudam quem está começando a fortalecer os pontos fracos, especialmente na área financeira, onde muitos negócios tropeçam.

Como funciona o empreendedorismo no Brasil?

O empreendedorismo no Brasil é marcado pela presença de micro e pequenas empresas e por regras específicas para elas, previstas na Lei Complementar nº 123/2006, o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Essa lei criou o Simples Nacional, regime que unifica tributos em uma guia mensal para empresas dentro dos limites de faturamento.

A figura do Microempreendedor Individual (MEI) foi introduzida pela Lei Complementar nº 128/2008 e se tornou a principal porta de entrada para a formalização de quem trabalha por conta própria. O MEI tem CNPJ, pode emitir nota fiscal e contribui para a Previdência. O limite de faturamento, as atividades permitidas e o valor da contribuição mensal mudam ao longo do tempo, por isso confira sempre no Portal do Empreendedor.

Para negócios inovadores, o Marco Legal das Startups (Lei Complementar nº 182/2021) trouxe regras sobre investimento-anjo, ambiente regulatório experimental e contratação de soluções inovadoras pelo poder público. Dados atualizados sobre o número de empresas abertas e o perfil dos empreendedores podem ser consultados nos levantamentos do Sebrae, no relatório GEM Brasil e no Mapa de Empresas do governo federal.

Dono de padaria revisando papéis e contas com calculadora no fundo do estabelecimento
Formalizar o negócio com CNPJ permite emitir nota fiscal e vender para outras empresas e para órgãos públicos.

Passo a passo para formalizar um pequeno negócio

  1. Defina a atividade: descreva com precisão o que vai vender ou prestar, pois isso determina se cabe no MEI ou exige outro porte.
  2. Escolha o enquadramento: compare MEI, microempresa e empresa de pequeno porte, considerando faturamento previsto, sócios e funcionários.
  3. Verifique a prefeitura: confirme se o endereço permite a atividade e quais licenças municipais ou sanitárias são exigidas.
  4. Faça o registro: o MEI se formaliza pelo Portal do Empreendedor; demais empresas passam pela Junta Comercial e pela Redesim do seu estado.
  5. Organize as obrigações: anote prazos de impostos e declarações anuais e, fora do MEI, conte com um contador desde o início.

Quais são algumas ideias de empreendedorismo?

Boas ideias de empreendedorismo partem de uma habilidade que você já tem somada a uma demanda real na sua região ou na internet. Não existe uma lista dos “10 melhores negócios para abrir” que sirva para todos: o resultado depende de investimento disponível, concorrência local, experiência e capacidade de gestão. Veja cinco caminhos frequentes para quem começa.

  • Alimentação sob encomenda: marmitas, doces e salgados exigem investimento inicial menor, mas pedem atenção às normas da vigilância sanitária.
  • Serviços de beleza e bem-estar: atendimento em domicílio ou em espaço próprio, com clientela construída por indicação e redes sociais.
  • Manutenção e reparos: eletricistas, encanadores e técnicos têm demanda constante em residências e comércios.
  • Serviços digitais: design, edição de vídeo, gestão de redes sociais e aulas online podem ser feitos de casa.
  • Revenda online: loja virtual ou venda em marketplaces, com cuidado especial em estoque, frete e trocas.

Antes de investir, pesquise o mercado, calcule quanto precisa vender para cobrir custos e teste a ideia em pequena escala. Para decisões que envolvem tributos, contratos ou sociedade, vale procurar um contador ou advogado de confiança.

Quais erros comuns de quem começa a empreender?

Os erros mais comuns são começar sem conhecer o cliente, misturar dinheiro pessoal com o da empresa e definir preços sem calcular custos. Muitos desses problemas aparecem nos primeiros meses e podem ser evitados com planejamento simples.

  • Ignorar a validação: investir tudo antes de confirmar se há pessoas dispostas a pagar pelo produto ou serviço.
  • Misturar as contas: usar o caixa do negócio para despesas pessoais impede saber se a empresa dá lucro.
  • Precificar no chute: copiar o preço do concorrente sem considerar custos, impostos e margem pode gerar prejuízo.
  • Esquecer o capital de giro: faltar dinheiro para pagar contas enquanto as vendas ainda não chegaram é causa frequente de fechamento.
  • Adiar a formalização: trabalhar na informalidade limita vendas para empresas, acesso a crédito e proteção previdenciária.

Perguntas frequentes sobre empreendedorismo

Empreendedorismo é o mesmo que abrir uma empresa?

Não. Abrir uma empresa é uma das formas de empreender, mas o empreendedorismo também inclui projetos sociais, inovações dentro de organizações (intraempreendedorismo) e iniciativas ainda informais. O que define o empreendedor é a atitude de identificar oportunidades e executá-las.

Qual é a etimologia da palavra empreender?

Empreender vem do latim imprehendere, que significa “tentar” ou “pôr em execução”. Dessa raiz veio o francês entrepreneur, usado para quem assumia a realização de uma tarefa ou obra e, mais tarde, para quem assume riscos em atividades econômicas.

Quais são os 7 tipos de empreendedorismo?

Uma lista comum reúne empreendedorismo por necessidade, por oportunidade, social, digital, intraempreendedorismo, individual e coletivo. Outras listas incluem empreendedorismo feminino, de franquias ou de startups. Não há classificação oficial com exatamente sete tipos.

Qual versículo da Bíblia fala sobre empreendedorismo?

Os trechos mais lembrados são a parábola dos talentos, em Mateus 25:14-30, que valoriza quem faz os recursos recebidos renderem, e Provérbios 31:16, que descreve uma mulher que avalia um campo, o compra e planta uma vinha com o fruto do seu trabalho. A Bíblia não usa a palavra “empreendedorismo”, mas esses textos são frequentemente associados ao tema.

Preciso ter CNPJ para ser empreendedor?

Não é obrigatório ter CNPJ para começar a empreender, mas a formalização traz vantagens como emissão de nota fiscal, acesso a crédito empresarial e cobertura previdenciária. Para quem trabalha sozinho e fatura dentro do limite permitido, o MEI costuma ser o caminho mais simples.

Onde aprender sobre empreendedorismo de graça?

O Sebrae oferece cursos, conteúdos e atendimento gratuitos sobre gestão, finanças, vendas e formalização, presencialmente e online. Escolas técnicas, universidades e prefeituras também costumam manter programas de capacitação para pequenos empreendedores.

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Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.

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