Lula propõe abrir sigilos de familiares; Flávio não confirma adesão
O presidente sugeriu entregar documentos bancários e telefônicos à Justiça antes do segundo turno; o senador disse não ter nada a esconder.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou o senador Flávio Bolsonaro a abrir os sigilos bancário e telefônico dos dois e de seus familiares antes do segundo turno. A proposta foi feita durante o debate Band/Estadão, realizado neste domingo, 18 de outubro. Lula afirmou que a divulgação permitiria aos eleitores saber “quem é corrupto, quem é ladrão”.
Flávio disse que não tem “absolutamente nada a esconder”, mas não confirmou se aceitaria a proposta nos termos apresentados. Lula sugeriu que os documentos fossem encaminhados à Justiça já na segunda-feira, 19, e entregues aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O que cada um disse no debate
Ao responder ao presidente, Flávio acusou Lula de manter dinheiro “por fora”, fora de suas contas. O senador também voltou a mencionar supostas irregularidades envolvendo um filho do presidente e o Instituto Lula e cobrou investigação.
A resposta do senador não confirmou a abertura dos sigilos dele ou de seus familiares. A proposta de Lula, por sua vez, incluiu os documentos bancários e telefônicos das duas famílias e a entrega às autoridades indicadas por ele.
Encaminhamento sugerido por Lula
O presidente propôs que os documentos fossem enviados à Justiça e que os presidentes do STF e do TSE os recebessem. A sugestão foi apresentada como uma iniciativa a ser tomada na segunda-feira, antes do segundo turno.
No debate, Lula formulou o desafio como uma abertura recíproca dos sigilos: ele afirmou que aceitaria divulgar os dados de sua família se Flávio fizesse o mesmo. O senador, porém, não disse se concordaria com esse formato.
Foto de capa: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
