Justiça autoriza retomada parcial da Mina de Fábrica, em Minas Gerais
Operação da Vale havia sido suspensa após extravasamento de água e sedimentos em janeiro.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais autorizou na quarta-feira (23) a volta parcial das atividades na Mina de Fábrica, da Vale, situada entre Ouro Preto e Congonhas, na Região Central do estado. A liberação ocorre após a paralisação do Complexo Minerário de Fábrica determinada pelo próprio tribunal em fevereiro.
Segundo a Vale, a decisão tem como base um Termo de Compromisso firmado pela empresa com o Ministério Público de Minas Gerais e o governo estadual. A companhia informou que a retomada não modifica suas estimativas atuais de produção.
Condições para a volta das atividades
A Vale afirmou que a reabertura parcial deverá cumprir requisitos de segurança e de controle ambiental. A empresa também terá de manter válidas as licenças, autorizações e demais condicionantes previstas para a operação.
As ações estabelecidas no Termo de Compromisso continuarão em execução, de acordo com a companhia. A fonte não detalhou quais áreas ou estruturas da mina poderão voltar a funcionar nem em que data as atividades serão reiniciadas.
O que levou à paralisação
A suspensão das atividades minerárias no complexo foi determinada em 6 de fevereiro, após um problema registrado em 25 de janeiro de 2026. Na ocasião, houve o extravasamento de aproximadamente 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos.
Datas citadas no caso que levou à suspensão e à liberação parcial.
- 25 de janeiro de 2026ExtravasamentoProblema na estrutura
- 6 de fevereiroParalisaçãoAtividades foram suspensas
- 23 de setembroRetomada parcialTJMG liberou operações
O material alcançou áreas operacionais, imóveis de terceiros e cursos d’água. Entre os locais atingidos estão o córrego Água Santa e o Rio Maranhão, que integra a bacia do Paraopeba.
Próximos passos
A decisão permite apenas uma retomada parcial e condicionada ao cumprimento das obrigações ambientais e de segurança citadas pela Vale. A empresa declarou que seguirá as medidas previstas no acordo firmado com o Ministério Público estadual e o Estado de Minas Gerais.
Com informações de itatiaia.com.br.
Foto de capa: NASA Earth Observatory/Wikimedia Commons (Public domain)
