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Ataques russos pressionam cidades ucranianas e afetam circulação em Kiev

Reportagem aponta ofensiva com drones e mísseis contra áreas urbanas; autoridades ucranianas dizem que 15.280 civis foram mortos ou feridos entre janeiro e agosto.

A Rússia intensificou nas últimas semanas os ataques com mísseis e drones contra Kiev e outras cidades da Ucrânia, atingindo locais como escolas, hospitais, hotéis, trens e pontes, segundo reportagem do g1 baseada em apuração da BBC. A ofensiva ocorre enquanto a Ucrânia se prepara para o inverno, e autoridades do país afirmam que os ataques buscam pressionar a população e o governo.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a intenção russa é tornar a vida dos civis o mais difícil possível. O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, afirma que as construções atingidas eram usadas para produzir ou armazenar armas e que o país mira instalações militares e da indústria de defesa.

Pontes e serviços urbanos sob pressão

Em Kiev, ataques atingiram pontes sobre o rio Dnipro, que conectam as duas margens da capital e dão suporte ao metrô e às rodovias. O analista Peter Dickinson, ouvido pelo Serviço Mundial da BBC, avalia que os drones talvez não consigam destruir estruturas desse porte, mas que os ataques podem forçar o fechamento das travessias. Segundo ele, os bombardeios também ocorrem em horários de grande movimento.

A sequência de ataques a alvos civis inclui drones que danificaram lojas perto de Kiev em 30 de setembro, atingiram uma escola na capital no dia seguinte e caíram no terreno de uma escola e de um jardim de infância na região de Kiev em 8 de outubro. Um centro comercial na região de Odessa também foi alvo no dia 1º de outubro, segundo a reportagem.

Civis e atividade econômica

O comissário de Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, afirmou que 15.280 civis foram mortos ou feridos entre janeiro e agosto deste ano, 55% a mais que no mesmo período do ano passado. Zelensky também relatou um ataque no início de outubro que, segundo ele, matou pelo menos 25 pessoas, incluindo crianças.

Os alertas de ataques aéreos interrompem o funcionamento de empresas. O ministro da Economia e do Meio Ambiente da Ucrânia, Oleksandr Kravchenko, estimou que cada hora de fechamento forçado custa cerca de US$ 45 milhões ao país. Dickinson disse que a perda de atividade empresarial e dos impostos correspondentes pode dificultar o financiamento do governo ucraniano.

Drones mais rápidos e defesa sob pressão

A Força Aérea ucraniana informou que a Rússia enviou 2.850 drones desse tipo para atacar o país em agosto e outros 3.177 até 29 de setembro. De acordo com Zelensky, a taxa de interceptação dos drones a jato está entre 50% e 55%, chegando às vezes a 60%. O analista militar Oleksandr Kovalenko afirmou que a Rússia não reduziu a produção de mísseis e está aumentando seus estoques.

InfográficoO impacto dos ataques

Dados divulgados por autoridades ucranianas e citados na reportagem.

15.280
civis mortos ou feridosentre janeiro e agosto deste ano
  • 15.280Civis mortos ou feridosentre janeiro e agosto deste ano
  • US$ 45 milhõesCusto por hora paradaestimativa do ministro da Economia
  • 2.850Drones em agostoenviados pela Rússia para atacar a Ucrânia
  • 3.177Drones até 29 de setembrooutros drones enviados, segundo a Força Aérea
Fonte: Autoridades ucranianas citadas pelo g1Folha de Negócios

Com informações de g1.

Foto de capa: Francisco Anzola/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Folha de Negócios.