Medicamentos oncológicos no SUS: nove opções começam a ser ofertadas
A oferta começa em 20 centros de 17 estados e deve chegar às demais unidades até o fim de 2026.
O Ministério da Saúde começou a ofertar, na semana do anúncio feito em 20 de outubro de 2026, nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia no SUS. Os tratamentos atendem a pacientes com diferentes tipos de câncer, como os de mama, próstata e pulmão, além de linfomas, e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas, segundo o governo federal.
A distribuição inicial ocorre em 20 centros de tratamento de todas as regiões do país. O Ministério prevê ampliar a oferta para os demais centros até o fim de 2026; as unidades participantes estão em 17 estados e no Distrito Federal.
O que muda nos medicamentos oncológicos pelo SUS
Os medicamentos passam a ser ofertados na rede pública para indicações específicas de câncer, com tratamentos escolhidos conforme o tumor, o estágio da doença e o perfil do paciente. Segundo o Ministério da Saúde, os nove medicamentos abrangem 13 indicações e podem contribuir para aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.
Oferta inicial e alcance previsto pelo Ministério da Saúde
- 13Indicaçõespara diferentes tipos de câncer
- 20Centros iniciaisem todas as regiões do Brasil
- 17 estados e DFEstados e DFunidades participantes nesta etapa
Alguns dos remédios já tinham sido incorporados ao SUS, mas ainda não eram efetivamente oferecidos nos serviços públicos. O governo atribui a mudança ao Agora Tem Especialistas, iniciativa lançada em 2025, e à criação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), que definiu como os medicamentos chegariam aos pacientes.
Quais medicamentos foram anunciados e para quais cânceres
A relação detalhada divulgada informa indicações para sete medicamentos; o Ministério também menciona o pazopanibe para câncer renal metastático. Embora o anúncio trate de nove novos medicamentos, os materiais disponíveis não identificam todos os nomes e indicações.
- Trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.
- Abemaciclibe: alguns casos de câncer de mama precoce ou avançado e metastático.
- Rituximabe: leucemia linfocítica crônica e linfomas folicular e difuso.
- Abiraterona: câncer de próstata em situações específicas de resistência ou sensibilidade à hormonioterapia, com ou sem metástase.
- Gefitinibe: câncer de pulmão de células não pequenas, em primeira linha.
- TSH recombinante (alfatirotropina): câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo.
- Sunitinibe: câncer renal de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.
O trastuzumabe, já usado no SUS para câncer de mama, também passa a ser indicado para câncer de estômago. O abemaciclibe é um dos medicamentos de alto custo citados pelo governo: na rede privada, pode custar R$ 366 mil, segundo as informações divulgadas.
Quem pode receber e como funciona o acesso
O acesso é destinado a pacientes que precisam de um dos tratamentos conforme a indicação médica para seu tipo de tumor e condição clínica. Os medicamentos serão disponibilizados nos centros participantes do SUS, com equipes capacitadas e fluxos de solicitação, registro e controle integrados.
O anúncio não detalha um procedimento individual para solicitar cada medicamento nem informa os endereços dos centros. A expansão para as demais unidades do país está prevista até o fim de 2026.
Onde os medicamentos oncológicos estarão disponíveis
A etapa inicial inclui centros em todas as regiões do Brasil, distribuídos por 17 estados e pelo Distrito Federal. O Ministério da Saúde informou unidades participantes em SP, PR, BA, CE, PE, PI, PA, AM, RJ, PB, DF, MG, GO, RO, RS, TO e SE.
O governo estima que a aquisição dos nove produtos terá impacto anual de R$ 155,4 milhões. Para viabilizar a oferta de 23 novos medicamentos oncológicos prevista até o fim de 2026, o impacto total informado é de R$ 4 bilhões por ano.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
