Economia da Argentina cresce, mas consumo e emprego seguem sob pressão
O PIB avançou na comparação anual no primeiro semestre de 2026, enquanto a atividade recuou no segundo trimestre ante os três meses anteriores.
A economia da Argentina cresceu na comparação com 2025 no primeiro semestre de 2026, mas perdeu força entre abril e junho e manteve dificuldades no mercado de trabalho. Os dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) foram divulgados em meio ao debate sobre o modelo econômico do presidente Javier Milei, citado como inspiração para propostas de redução de impostos e burocracia no Brasil.
O PIB argentino avançou 2,3% no primeiro trimestre e 2% no segundo, sempre em relação aos mesmos períodos do ano anterior. Já na comparação entre os dois primeiros trimestres de 2026, a economia encolheu 0,6%, com recuos no consumo privado, no consumo público e nos investimentos.
Exportações avançam, mercado interno recua
A recuperação foi desigual entre os setores. No segundo trimestre, pesca, mineração e agropecuária cresceram, enquanto as exportações de bens e serviços aumentaram 13,7%; no mesmo período, a indústria manufatureira caiu 2,1%.
O consumo privado recuou 2,4% entre abril e junho em relação aos três meses anteriores. Na comparação anual, a formação bruta de capital fixo, indicador de investimentos, caiu 11,1%. Indústria e comércio também tiveram retração no primeiro trimestre, segundo os dados do Indec.
Desemprego aumenta e informalidade é alta
A taxa de desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre, ante 7,6% no mesmo período de 2025. O Indec estimou que aproximadamente 1,8 milhão de pessoas estavam desempregadas nos 31 aglomerados urbanos acompanhados pelo instituto.
Dados do primeiro semestre e do segundo trimestre de 2026.
- 2,3%PIB no 1º trimestreVariação anual
- 2%PIB no 2º trimestreVariação anual
- queda de 0,6%PIB entre trimestresAbril a junho ante janeiro a março
- 7,6%Desemprego em 2025Segundo trimestre
- aproximadamente 1,8 milhãoPessoas desempregadas31 aglomerados urbanos
Quase metade da população economicamente ativa trabalha na informalidade, sem vínculo formal, de acordo com a fonte. A inflação está muito abaixo do nível registrado no início do governo Milei, mas a pobreza e o desemprego aumentaram, e os dados indicam dificuldade para que a estabilização se traduza em melhora contínua das condições de vida.
Com informações de g1.
Foto de capa: Quirinale/Wikimedia Commons (Attribution)
